sexta-feira, maio 24, 2024

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Guerra torna ações de produtos agrícolas mais atrativas em curto prazo – Notícias


A guerra entre Rússia e Ucrânia, maior conflito entre países europeus desde a Segunda Guerra Mundial, cria oportunidades de investimentos na bolsa brasileira, sobretudo no curto prazo.


Segundo Samyr Castro, CEO da BankRio, empresa de planejamento financeiro, o momento é propício para apostar em ações de empresas que atuam nos setores agrícola e energético.


Ele explica que, pelo cenário de escassez no mercado internacional, o preço de grãos, como o milho e o trigo, tende a subir: “Grande parte das empresas na bolsa brasileira são commodities e, para elas, o impacto foi positivo por causa da escassez. No mercado agro, o preço dos grãos já sofre impacto: soja, milho e trigo, por exemplo, estão subindo no mercado à vista e no futuro”.



É importante lembrar que Rússia e Ucrânia, juntas, são responsáveis por cerca de 30% da produção global de trigo.


O Brasil, por ser um grande exportador desses produtos, pode substituir as exportações russas, que estão em queda desde o início do conflito. Além disso, por estar distante geograficamente da guerra, inspira confiança nos investidores estrangeiros, que devem apostar no país neste momento.


A alta no preço do petróleo, cujo barril já ultrapassa US$ 100, também tende a favorecer investimentos na bolsa brasileira, já que o país exporta bastante este produto.


Por outro lado, esse aumento dos preços dos setores alimentício e energético ajuda a pressionar a inflação, em alta no mundo todo.


Os Estados Unidos, por exemplo, registraram a maior das últimas quatro décadas, o que fez com que o Banco Central americano aumentasse a taxa de juros no país.


No Brasil, a inflação de março, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo) foi de 1,64%, a maior para o mês desde 1994.


Para Samyr, porém, investir na bolsa é sempre um risco, sobretudo no setor de commodities, como o agrícola.


Ele ainda diz que o cenário no médio e longo prazo é incerto, mas a tendência de alta nos preços “deve se manter pelo menos até o final do ano”.


Outro fator que pode tumultuar o ambiente de negócios são as eleições presidenciais, que ocorrerão em outubro.


Ele acredita que o pleito pode criar instabilidade política e econômica, o que afastaria investidores estrangeiros.



Nesse contexto, algumas medidas podem ser tomadas para aproveitar melhor o momento, como explica Samyr Castro: “Uma das iniciativas para atrair o fluxo de capital estrangeiro para o país e, assim, controlar o câmbio e reduzir o impacto da inflação é a isenção do Imposto de Renda sobre aplicações de investidores estrangeiros em títulos privados de empresas brasileiras, anunciado no dia 1 de março”.


Por fim, ele ainda alerta que, por mais que o cenário seja favorável, é preciso acompanhá-lo de perto: “Conforme a guerra avança, vários setores podem ser atingidos. A dica é diversificar e acompanhar”, explica.


*Estagiário do R7, sob supervisão de Marcos Rogério Lopes.


FONTE: R7

PEDRO SILVA
PEDRO SILVA
SÓCIO GERENTE DO JORNAL ACONTECEU.

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