“Uma dissolução antes dos Jogos é muito preocupante”, disse a prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo, ao contrário do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, que se mostrou confiante.
A antecipação das eleições dividiu o partido no poder. Alguns dos seus membros defenderam outra solução: tecer uma coalizão com o partido Os Republicanos (LR, direita), seu principal apoio parlamentar desde que perdeu a maioria em 2022.
A 20 dias do primeiro turno das eleições legislativas, os partidos estão multiplicando seus contatos.
O RN, que venceu em 93% dos municípios franceses, já anunciou que seu candidato a primeiro-ministro será o líder da lista vitoriosa nas eleições europeias, o eurodeputado Jordan Bardella, de 28 anos.
“Vamos implementar a política que os franceses desejam, mas vamos preparar nossa ascensão à Presidência” da França em 2027, assegurou a líder do RN, Marine Le Pen, à emissora TF1, reconhecendo que um governo de “coabitação” poderia “limitar” o alcance de suas políticas.
A vitória recente confirma sua estratégia de estabelecer uma imagem mais moderada para a antiga Frente Nacional (FN) que ela herdou em 2018 de seu pai, Jean-Marie Le Pen, conhecido por seus comentários racistas e antissemitas.