domingo, julho 21, 2024

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Ministros como alvo impulsionam CPI do Arrozão

A oposição viu saltar a adesão à CPI para investigar denúncias de falcatruas na suspeitíssima decisão de importar arroz sem a menor necessidade e contrariando previsão da própria Conab de safra maior em 2024/2025. Para o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), os depoimentos do ministro Carlos Fávaro (Agricultura) e do ex-secretário de Política Agrícola Neri Geller implicam dois figurões do governo Lula: Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

O dia amanheceu com 158 assinaturas pela instalação da CPI do Arrozão. Para sair do papel, são necessários 171 signatários.

A 158ª adesão à CPI eras mantida em segredo ontem, após uma deputada sucumbir à pressão do Planalto, retirando a assinatura.

Três deputados que orbitam ao redor de Arthur Lira (PP-AL) garantem que o presidente da Câmara é um entusiasta da criação da CPI.

Lira tem boa relação com Geller, de quem é correligionário. Entre os deputados, a avaliação é de que o ex-secretário virou bode expiatório.


João Campos já disse a Lula que não garante vaga de vice ao PT (Foto: Ricardo Stuckert)

Aliados resistem à chapa e querem escantear PT

O plano do PT de registrar candidaturas em todas as capitais, nas eleições deste, ano virou dor de cabeça para prefeitos que preferem não colar a imagem no partido de Lula. Em Recife (PE), João Campos (PSB) vive às turras com os petistas e deve oferecer a cadeira de vice ao PCdoB ou ao MDB, apesar da pressão da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Campos não confia nos petistas e tem como favorito Victor Marques Alves (PCdoB), ex-chefe de gabinete de antigo elo ao PSB.

O grupo de João Campos avalia que não soma votos dar a vaga de vice a petista: eleitores de esquerda tendem a votar no prefeito socialista.

Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio, reduto eleitoral de Jair Bolsonaro, sabe que dobradinha com o PT não corre o risco de dar certo.

Em São Paulo, é o inverso. É o PT que reluta em assumir chapa com Guilherme Boulos (Psol). Há até apoio velado a Ricardo Nunes (MDB).

Poder sem Pudor

Ele era do contra

Presidente do Corinthians, Vicente Matheus usava as ligações com o poder, no regime militar. Teve um problema com terrenos na praia do Guarujá, em São Paulo, e um oficial da Marinha o ajudou. Ficou tão grato que lhe ofereceu uma festa. Orgulhoso, apresentava-o assim: “Este é o meu amigo almirante!” O oficial nada dizia, até que perdeu a paciência: “Eu não sou almirante. Eu sou contra-almirante.” O presidente do Corinthians não contou conversa: “Você é contra almirante? Pois também sou. São todos uns vigaristas!” Quase foi preso.

O Tribunal de Contas da União investigará (?) a contabilidade criativa do governo que alterou dados da Previdência para reduzir projeções de despesas e liberar recursos a aliados. “Práticas típicas do padrão PT”, conclui o autor do pedido, senador Rogério Marinho (PL-RN).

Com a derrota de Lula no Copom, que ignorou seus esperneios e cravou a Selic em 10,50%, subiu no telhado a opção do diretor Gabriel Galípolo para assumir a presidência do Banco Central no fim do ano.

Sem temer o ridículo, o PT entrou na Justiça contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por “articulação política”. Faltou explicar que os indicados de Lula votaram pela manutenção da Selic.

“Desajustado é um presidente que mente desse jeito sem qualquer constrangimento”, rebate o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em defesa de Roberto Campos Neto, do BC, chamado de desajustado por Lula.

Frase do dia

“Nós estamos passando por cima do legislador”

Ministro André Mendonça (STF) contra a descriminalização do porte de drogas

Bebê não é ‘monstro’

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) cobrou retratação do presidente Lula por chamar bebê fruto de estupro de “monstro”. “Que culpa ela tem? Equiparar a criança de um estupro ao estuprador é barbárie”.

Desde 2021, a Nissan participa do ‘Princípios de Empoderamento das Mulheres’ da ONU Mulheres e o Pacto Global das Nações Unidas. Mesmo assim, até hoje, na América do Sul, há apenas uma mulher em cargo executivo de direção e nenhuma no Brasil.

A deputada Silvia Waiãpi (PL-AP), cassada pelo TRE-AP, diz que não fez harmonização facial com dinheiro de campanha. A parlamentar diz que o recibo é falso e que não fez tratamento dentário e nem harmonização.

Esquentou o clima entre um militante da esquerda e Gilvan da Federal (PL-ES), em reunião de comissão da Câmara. O ativista radical mostrou o dedo ao deputado, que levantou, enquadrou e providenciou a expulsão.

…“enviado especial” à cabeça do presidente não é cargo novo em muitas redações.



FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS

PEDRO SILVA
PEDRO SILVA
SÓCIO GERENTE DO JORNAL ACONTECEU.

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