Com dificuldades históricas e pressão das telas, leitura por prazer é desafio no Brasil

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A pesquisa Retratos da Leitura de 2024 revelou um marco inédito: pela primeira vez, o país tem mais não leitores do que leitores. Segundo o levantamento, 6,7 milhões de brasileiros que liam por prazer deixaram de fazê-lo nos últimos quatro anos. O estudo aponta que 53% da população não leram sequer parte de um livro, seja impresso ou digital, nos três meses anteriores à coleta de dados. Apenas 27% declararam ter concluído ao menos um livro no período. Esse estudo mostra uma realidade percebida de perto por especialistas: a dificuldade histórica de acesso à leitura somou-se a novos problemas, como a competição desleal com as telas e a necessidade de produtividade. Em Juiz de Fora, o impacto pode ser notado desde as bibliotecas até as salas de aula e o ambiente digital, como comentam os entrevistados pela Tribuna. Mas, diante desse cenário, para onde caminha a leitura e como conquistar novos leitores?

Para a professora de redação e língua portuguesa Marisa Loures, que também é colunista da Tribuna, o principal obstáculo atual é justamente a disputa com as telas, que preenchem praticamente todos os intervalos do dia. “A internet e as redes nos acostumaram à leitura fragmentada, à rolagem infinita, e isso muda a forma como o cérebro se relaciona com um texto mais longo. Para se ter uma ideia, uma aluna do Ensino Médio me disse que não consegue se imaginar lendo um livro inteiro”, relata. O alerta encontra respaldo em dados da plataforma Electronics Hub (2023), segundo a qual os brasileiros passam cerca de 9 horas por dia em frente às telas, ou seja, mais da metade das 16 horas em que permanecem acordados. Se antes o entrave era sobretudo o preço do livro ou a falta de acesso, Marisa acredita que, hoje, a presença constante das telas se tornou a barreira mais relevante, superando até a correria cotidiana e a necessidade de produtividade. “Muita gente diz que o problema é a falta de tempo real, pois vivemos correndo de um lado para o outro. Mas não penso assim. Se contabilizarmos o tempo gasto nas redes sociais, certamente, conseguiríamos ler ótimos títulos”, comenta.

Tentativa de manter o hábito 

leitura
Flavyo Daniel se tornou leitor e, em 2024, publicou seu primeiro livro (Foto: Arquivo pessoal)

Para se tornar leitor – e não apenas usuário das redes – é preciso algum esforço, sobretudo no início. É o que observa Flavyo Daniel, que desenvolveu o hábito já na vida adulta, aos 20 anos, quando ingressou no curso de Jornalismo. “Busquei em listas de livros clássicos quais as sinopses mais me interessavam e comecei a ler aos poucos, até que eu nem percebesse que havia se tornado um hábito”, relembra. Com o tempo, percebeu que sua escrita e criatividade evoluíam na mesma medida em que lia mais. “Quanto mais eu lia, mais despertava ‘caixinhas’ escondidas na minha mente, esperando para serem abertas”, afirma. Mesmo assim, admite que as redes sociais continuam sendo um obstáculo para manter a regularidade de leitura.

Experiência semelhante é a de Bruna Furtado, 27 anos. Embora tenha crescido cercada de gibis, ela se afastou dos livros no Ensino Médio e viveu uma relação descontínua com a leitura, sempre motivada, porém, pelo desejo de retomar o hábito. Hoje, com a rotina de leitura consolidada, também identifica nas redes um fator de dispersão. “As redes me roubam tempo da leitura e me fazem ficar em um looping de consumismo tanto de produtos como de conteúdo, que muitas vezes são esvaziados de sentido e significado”, diz.

Por outro lado, Bruna encontrou estímulo nos clubes de leitura, que a ajudaram a experimentar novos caminhos. “É uma experiência diferente, porque consigo trocar mais e conhecer literaturas diferentes. Dou pluralidade pro meu leque de leituras e gêneros literários. Percebo algo muito potente do conversar com outras pessoas, que é o tanto que a sua percepção sobre o livro se transforma e se agrega”, comenta.

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Ambiente digital pode gerar conversas

Se, por um lado, as redes sociais representam um desafio para a leitura, por outro, tornam-se um território de disputa que muitos leitores decidiram ocupar. É o que percebe Marisa: “As pessoas criam conversa, e conversa gera curiosidade. Muita gente volta a ler porque vê alguém falando de um livro com brilho nos olhos, mesmo que esse brilho venha de um vídeo de 30 segundos”, afirma. Para ela, esse movimento é especialmente importante como porta de entrada para os mais jovens.

Quem atua diretamente nesse cenário é Ana Clara Pecis, criadora da página História Guardada, integrante do Clube de Leitura da Az Mina e mestranda em Estudos Literários na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A página nasceu em 2020, no início da pandemia, quando Ana Clara descobria a existência de uma comunidade de leitores on-line. Com o tempo, ela percebeu que havia uma estrutura  mais ampla que se organizava naquele ambiente, formada não apenas por criadores de conteúdo, mas também por um mercado editorial, composto por editoras que se valem desse ambiente digital para compartilhar conteúdos de seus lançamentos e criar diálogo com os consumidores.

leitora ana clara pecis
Além do @historiaguardada, Ana Clara Pecis também escreve uma coluna sobre leitura no site Az Mina (Foto: Arquivo pessoal)

Em sua página, Ana Clara buscou criar um espaço de diálogo entre literatura, arte e cultura através de posts e reels que também dialogassem com temas contemporâneos ligados a raça, classe, gênero e política. “Eu busco indicar livros de literatura contemporânea, porque acho importante a circulação de autores e autoras vivos que consigam de fato sobreviver do seu trabalho com a escrita e não precisem conciliar isso com milhares de outras coisas”, explica. Além disso, percebeu que, como alguém que também tem a leitura afetada pelo tempo de tela, o importante era criar tempo de qualidade, como com os clubes de leitura on-line. “Esses são espaços através dos quais conseguimos atingir pessoas de todo o Brasil para ter um tempo de qualidade e dedicado a falar sobre literatura com profundidade maior, mas que ainda assim está na internet. Muitas vezes pensamos no ambiente digital só como as redes sociais, e elas têm limitações temporais e do próprio algoritmo para comunicar sobre qualquer assunto.”

Para Ana Clara, as redes também cumprem outro papel relevante: o de formar comunidades que compartilham visões de mundo e estimulam novas reflexões. “Vivemos um momento de efervescência da literatura produzida por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. A literatura é influenciada por essas questões sociais, por uma visão de mundo mais ampla e diversa que podemos construir a partir do trabalho com as artes”, diz.

 ‘Leitura precisa caber na vida real’

Para quem deseja começar a ler, Marisa destaca que pequenos hábitos fazem diferença. “Dez minutos antes de dormir, cinco na hora do café. E escolher livros que conversem com o momento de cada um. Não adianta começar com uma escrita muito rebuscada só porque é um clássico da literatura universal. Isso só afasta quem ainda não tem o hábito”, explica. Para ela, o desejo é parte essencial do processo, e o princípio é simples: “A leitura precisa caber na vida real.”

É essa lógica que também orienta sua coluna Sala de Leitura, publicada no site e na versão impressa da Tribuna, em que entrevista autores sobre suas obras. “Tento abrir uma janela e manter um espaço aberto para falar de literatura, numa época em que esse tipo de conversa tem perdido terreno nos jornais para temas considerados mais urgentes. Muitos veem a literatura como perfumaria. (…) Para mim, falar de literatura é falar do que sentimos, do que lembramos, do que sonhamos, e trazer esses debates para o dia a dia é permitir que os livros façam parte das nossas conversas, dos nossos incômodos e das nossas alegrias.”

Para evitar que o país perca ainda mais leitores, Marisa defende políticas públicas consistentes, bibliotecas vivas e mediadores apaixonados. Uma visão compartilhada pela bibliotecária Rosângela Oliveira, do Instituto Metodista Granbery, onde atua há 22 anos. Ela observa mudanças profundas no modo como esses espaços se organizam. “As bibliotecas estão passando da lógica do ‘livro físico’ para o digital. Vivem a redefinição de seus ambientes, com acesso a e-books, computadores e áreas dedicadas a eventos culturais”, explica. Nesse processo, o acolhimento é fundamental. “É nesse contato que podemos construir uma relação de confiança com os usuários”, diz.

Por que ler?

A pergunta “por que ler por prazer?” continua ecoando entre educadores e leitores –  e, para transformar o cenário brasileiro, precisa ser enfrentada. Marisa costuma discutir com frequência esse tema com escritores e professores que trabalham com crianças. “Muitos dizem, e concordo, que a escola ajuda quando cria momentos de leitura sem cobrança, sem prova e sem interpretação de texto obrigatória. Quando o estudante percebe que pode escolher, experimentar e até abandonar um livro que não lhe diz nada, ele começa a construir um vínculo real com a leitura”, afirma.

Para Flavyo, o principal motivo para ler é a possibilidade de conhecer incontáveis histórias sobre tudo e todos e se aventurar em diferentes narrativas. “A leitura é uma válvula de escape do nosso mundo, por vezes triste e limitado, para uma imensidão de mundos com rostos, cores, vozes e sotaques”, reflete.

É o que também pensa Bruna: “A leitura me permite explorar o mundo e conhecer as diversas facetas do ser humano. É uma atividade imaginativa que enriquece minha percepção da vida. É divertida, rica e inteligente. É um aprender com prazer.”

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leitora ana clara pecis

A pesquisa Retratos da Leitura de 2024 revelou um marco inédito: pela primeira vez, o país tem mais não leitores do que leitores. Segundo o levantamento, 6,7 milhões de brasileiros que liam por prazer deixaram de fazê-lo nos últimos quatro anos. O estudo aponta que 53% da população não leram sequer parte de um livro, seja impresso ou digital, nos três meses anteriores à coleta de dados. Apenas 27% declararam ter concluído ao menos um livro no período. Esse estudo mostra uma realidade percebida de perto por especialistas: a dificuldade histórica de acesso à leitura somou-se a novos problemas, como a competição desleal com as telas e a necessidade de produtividade. Em Juiz de Fora, o impacto pode ser notado desde as bibliotecas até as salas de aula e o ambiente digital, como comentam os entrevistados pela Tribuna. Mas, diante desse cenário, para onde caminha a leitura e como conquistar novos leitores?

Para a professora de redação e língua portuguesa Marisa Loures, que também é colunista da Tribuna, o principal obstáculo atual é justamente a disputa com as telas, que preenchem praticamente todos os intervalos do dia. “A internet e as redes nos acostumaram à leitura fragmentada, à rolagem infinita, e isso muda a forma como o cérebro se relaciona com um texto mais longo. Para se ter uma ideia, uma aluna do Ensino Médio me disse que não consegue se imaginar lendo um livro inteiro”, relata. O alerta encontra respaldo em dados da plataforma Electronics Hub (2023), segundo a qual os brasileiros passam cerca de 9 horas por dia em frente às telas, ou seja, mais da metade das 16 horas em que permanecem acordados. Se antes o entrave era sobretudo o preço do livro ou a falta de acesso, Marisa acredita que, hoje, a presença constante das telas se tornou a barreira mais relevante, superando até a correria cotidiana e a necessidade de produtividade. “Muita gente diz que o problema é a falta de tempo real, pois vivemos correndo de um lado para o outro. Mas não penso assim. Se contabilizarmos o tempo gasto nas redes sociais, certamente, conseguiríamos ler ótimos títulos”, comenta.

Tentativa de manter o hábito 

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Flavyo Daniel se tornou leitor e, em 2024, publicou seu primeiro livro (Foto: Arquivo pessoal)

Para se tornar leitor – e não apenas usuário das redes – é preciso algum esforço, sobretudo no início. É o que observa Flavyo Daniel, que desenvolveu o hábito já na vida adulta, aos 20 anos, quando ingressou no curso de Jornalismo. “Busquei em listas de livros clássicos quais as sinopses mais me interessavam e comecei a ler aos poucos, até que eu nem percebesse que havia se tornado um hábito”, relembra. Com o tempo, percebeu que sua escrita e criatividade evoluíam na mesma medida em que lia mais. “Quanto mais eu lia, mais despertava ‘caixinhas’ escondidas na minha mente, esperando para serem abertas”, afirma. Mesmo assim, admite que as redes sociais continuam sendo um obstáculo para manter a regularidade de leitura.

Experiência semelhante é a de Bruna Furtado, 27 anos. Embora tenha crescido cercada de gibis, ela se afastou dos livros no Ensino Médio e viveu uma relação descontínua com a leitura, sempre motivada, porém, pelo desejo de retomar o hábito. Hoje, com a rotina de leitura consolidada, também identifica nas redes um fator de dispersão. “As redes me roubam tempo da leitura e me fazem ficar em um looping de consumismo tanto de produtos como de conteúdo, que muitas vezes são esvaziados de sentido e significado”, diz.

Por outro lado, Bruna encontrou estímulo nos clubes de leitura, que a ajudaram a experimentar novos caminhos. “É uma experiência diferente, porque consigo trocar mais e conhecer literaturas diferentes. Dou pluralidade pro meu leque de leituras e gêneros literários. Percebo algo muito potente do conversar com outras pessoas, que é o tanto que a sua percepção sobre o livro se transforma e se agrega”, comenta.

  • LEIA MAIS notícias sobre Cultura em JF e região

Ambiente digital pode gerar conversas

Se, por um lado, as redes sociais representam um desafio para a leitura, por outro, tornam-se um território de disputa que muitos leitores decidiram ocupar. É o que percebe Marisa: “As pessoas criam conversa, e conversa gera curiosidade. Muita gente volta a ler porque vê alguém falando de um livro com brilho nos olhos, mesmo que esse brilho venha de um vídeo de 30 segundos”, afirma. Para ela, esse movimento é especialmente importante como porta de entrada para os mais jovens.

Quem atua diretamente nesse cenário é Ana Clara Pecis, criadora da página História Guardada, integrante do Clube de Leitura da Az Mina e mestranda em Estudos Literários na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A página nasceu em 2020, no início da pandemia, quando Ana Clara descobria a existência de uma comunidade de leitores on-line. Com o tempo, ela percebeu que havia uma estrutura  mais ampla que se organizava naquele ambiente, formada não apenas por criadores de conteúdo, mas também por um mercado editorial, composto por editoras que se valem desse ambiente digital para compartilhar conteúdos de seus lançamentos e criar diálogo com os consumidores.

leitora ana clara pecis
Além do @historiaguardada, Ana Clara Pecis também escreve uma coluna sobre leitura no site Az Mina (Foto: Arquivo pessoal)

Em sua página, Ana Clara buscou criar um espaço de diálogo entre literatura, arte e cultura através de posts e reels que também dialogassem com temas contemporâneos ligados a raça, classe, gênero e política. “Eu busco indicar livros de literatura contemporânea, porque acho importante a circulação de autores e autoras vivos que consigam de fato sobreviver do seu trabalho com a escrita e não precisem conciliar isso com milhares de outras coisas”, explica. Além disso, percebeu que, como alguém que também tem a leitura afetada pelo tempo de tela, o importante era criar tempo de qualidade, como com os clubes de leitura on-line. “Esses são espaços através dos quais conseguimos atingir pessoas de todo o Brasil para ter um tempo de qualidade e dedicado a falar sobre literatura com profundidade maior, mas que ainda assim está na internet. Muitas vezes pensamos no ambiente digital só como as redes sociais, e elas têm limitações temporais e do próprio algoritmo para comunicar sobre qualquer assunto.”

Para Ana Clara, as redes também cumprem outro papel relevante: o de formar comunidades que compartilham visões de mundo e estimulam novas reflexões. “Vivemos um momento de efervescência da literatura produzida por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. A literatura é influenciada por essas questões sociais, por uma visão de mundo mais ampla e diversa que podemos construir a partir do trabalho com as artes”, diz.

 ‘Leitura precisa caber na vida real’

Para quem deseja começar a ler, Marisa destaca que pequenos hábitos fazem diferença. “Dez minutos antes de dormir, cinco na hora do café. E escolher livros que conversem com o momento de cada um. Não adianta começar com uma escrita muito rebuscada só porque é um clássico da literatura universal. Isso só afasta quem ainda não tem o hábito”, explica. Para ela, o desejo é parte essencial do processo, e o princípio é simples: “A leitura precisa caber na vida real.”

É essa lógica que também orienta sua coluna Sala de Leitura, publicada no site e na versão impressa da Tribuna, em que entrevista autores sobre suas obras. “Tento abrir uma janela e manter um espaço aberto para falar de literatura, numa época em que esse tipo de conversa tem perdido terreno nos jornais para temas considerados mais urgentes. Muitos veem a literatura como perfumaria. (…) Para mim, falar de literatura é falar do que sentimos, do que lembramos, do que sonhamos, e trazer esses debates para o dia a dia é permitir que os livros façam parte das nossas conversas, dos nossos incômodos e das nossas alegrias.”

Para evitar que o país perca ainda mais leitores, Marisa defende políticas públicas consistentes, bibliotecas vivas e mediadores apaixonados. Uma visão compartilhada pela bibliotecária Rosângela Oliveira, do Instituto Metodista Granbery, onde atua há 22 anos. Ela observa mudanças profundas no modo como esses espaços se organizam. “As bibliotecas estão passando da lógica do ‘livro físico’ para o digital. Vivem a redefinição de seus ambientes, com acesso a e-books, computadores e áreas dedicadas a eventos culturais”, explica. Nesse processo, o acolhimento é fundamental. “É nesse contato que podemos construir uma relação de confiança com os usuários”, diz.

Por que ler?

A pergunta “por que ler por prazer?” continua ecoando entre educadores e leitores –  e, para transformar o cenário brasileiro, precisa ser enfrentada. Marisa costuma discutir com frequência esse tema com escritores e professores que trabalham com crianças. “Muitos dizem, e concordo, que a escola ajuda quando cria momentos de leitura sem cobrança, sem prova e sem interpretação de texto obrigatória. Quando o estudante percebe que pode escolher, experimentar e até abandonar um livro que não lhe diz nada, ele começa a construir um vínculo real com a leitura”, afirma.

Para Flavyo, o principal motivo para ler é a possibilidade de conhecer incontáveis histórias sobre tudo e todos e se aventurar em diferentes narrativas. “A leitura é uma válvula de escape do nosso mundo, por vezes triste e limitado, para uma imensidão de mundos com rostos, cores, vozes e sotaques”, reflete.

É o que também pensa Bruna: “A leitura me permite explorar o mundo e conhecer as diversas facetas do ser humano. É uma atividade imaginativa que enriquece minha percepção da vida. É divertida, rica e inteligente. É um aprender com prazer.”

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FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS