Preso por atos do 8 de janeiro morre na Papuda após mal súbito | Política

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Um suspeito de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro morreu, nesta segunda-feira, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O óbito de Cleriston Pereira da Cunha, de 46 anos, foi confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape). Após o ocorrido, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cobrou “informações detalhadas” sobre o caso.

Segundo informações enviadas ao STF, o detido “teve um mal súbito durante o banho de sol”. Em nota, a secretaria disse que ele “era acompanhado por equipe multidisciplinar da Unidade Básica de Saúde localizada na própria unidade prisional desde a entrada na unidade”.

O texto afirmou ainda que foram realizadas manobras de reanimação assim que foi constatado que ele estava passando mal, por volta das 10h da manhã. Também disse que foi acionada uma equipe do Samu e dos Bombeiros para atender Cunha.

Relator dos processos que miram os golpistas, Moraes pediu à direção do presídio “informações detalhadas sobre o fato, inclusive com cópia do prontuário médico e relatório médico dos atendimentos recebidos pelo interno durante a custódia”.

Segundo as investigações, há imagens de Cunha no dia das invasões, no prédio do Senado, um dos locais depredados pelos golpistas.

No início de novembro, a defesa afirmou já ter enviado mais de oito pedidos de liberdade, mas que eles pareciam ter sido “simplesmente esquecidos por esta respeitosa Corte”. Em um parecer de setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a se manifestar a favor do pleito.

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Segundo a defesa, o investigado era “portador de inúmeras comorbidades” e que tinha “saúde debilitada” devido a “sequelas gravíssimas” deixadas pela covid-19, “especificamente quanto ao sistema cardíaco”.

Em uma petição de maio, o advogado Bruno Azevedo de Souza chegou a alegar que a manutenção da prisão poderia significar uma “sentença de morte” ao seu cliente.

A notícia repercutiu entre os bolsonaristas. Pelas redes sociais, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, afirmou que a manutenção das prisões preventivas dos suspeitos pelos atentados se trata de uma “maldade sem fim”. “Se tivesse roubado, matado, traficado certamente teria sido solto na audiência de custódia”, disse.

Penitenciária da Papuda, em Brasília — Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Penitenciária da Papuda, em Brasília — Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

FONTE: GLOBO.COM