A desvalorização cambial na Argentina pode impactar o lucro do Banco do Brasil, segundo o Goldman Sachs. O BB tem uma fatia de 80% no Banco da Patagônia, que teve um lucro de R$ 2,631 bilhões nos nove meses deste ano, até setembro. Considerando uma desvalorização de 50% do peso argentino, o lucro do Patagônia seria reduzido em R$ 1,317 bilhão, cerca de 5% do lucro do BB nos três trimestres desde ano, que foi de R$ 26,119 bilhões.
O Goldman Sachs também projeta que a desvalorização cambial teria um impacto de 3% nas receitas do BB e de 4 pontos-base no capital Nível 1. Ainda assim, explica que o Patagônia tem ativos em dólar que poderiam suavizar o efeito da mudança no câmbio.
“Na verdade, o Patagônia tem ativos totais de R$ 27 bilhões (embora o valor específico em dólares não seja divulgado), dos quais apenas R$ 6 bilhões são de crédito, sendo R$ 4 bilhões de equity”, dizem os analistas.
O Goldman Sachs pontua que, apesar de uma exposição relativamente alta à Argentina, o BB está bem posicionado para sustentar um ROE acima de 20%, que é bem superior à média dos pares privados, em 16,3%, dado o crescimento relativamente saudável dos empréstimos e a qualidade dos ativos. “Além disso, a saudável posição de capital do banco permite-lhe manter sua distribuição de capital, implicando um rendimento de dividendos de 10% em 2024”.
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