Tokenizadora brasileira de créditos de carbono planeja emitir mais de R$ 300 milhões em criptoativos | Criptomoedas

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A tokenizadora brasileira de créditos de carbono Bluebell Index emitiu R$ 6 milhões em criptoativos cuja unidade equivale a uma tonelada de gás carbônico removida da atmosfera, e os planos da empresa são atingir os US$ 75 milhões (R$ 374 milhões) até o final deste ano. Esta meta se dá pela expectativa de serem emitidos 3 milhões de tokens a um valor unitário de US$ 25 ao longo de 2024.

Phelipe Spielmann, CEO e fundador da Bluebell, explica que o blockchain é uma tecnologia importante para garantir a rastreabilidade do crédito de carbono, coibindo fraudes. “O blockchain permite automatizar processos e rastrear desde a parte fundiária à certificação e notarização. Além disso, é um registro que não pode ser alterado”, afirma.

As fontes de créditos de carbono da companhia são agricultores, pecuaristas e proprietários de florestas. “Por lei, o proprietário rural precisa ter, no mínimo, uma faixa de 20% de floresta nativa, e queremos incentivar que ele adote práticas regenerativas”, declara o executivo. Como exemplo destas práticas, Spielmann cita o uso de fertilizante biológico, em vez do químico, o aumento da rotatividade do gado nos pastos para que não estrague o solo, entre outras.

“Hoje, nós não somos uma empresa em que o produtor nos contrata. Nós estamos indo atrás de quem possa ter crédito de carbono para vender, o que acabou nos tornando recomendados através do boca-a-boca. Todo o investimento da certificação quem faz somos nós e o produtor ganha uma fatia das vendas do token”, detalha.

Os tokens da Bluebell são inscritos no blockchain Polygon, uma segunda camada do Ethereum, que é o principal protocolo para programação de contratos inteligentes do mundo, mas sofre com as elevadas taxas de utilização da rede. “Hoje usamos Polygon para transferência. A nossa carteira de criptoativos para custódia é a MetaMask”, conta.

Atualmente, os tokens da Bluebell não estão listados em nenhuma exchange centralizada como Binance, Coinbase, MB ou Foxbit, porém Spielmann não descarta que isso possa ocorrer no futuro, quando houver um mercado secundário de créditos de carbono mais estabelecido. “Hoje, temos contratos tais quais o do governo de Dubai, que compra os tokens e os distribui para empresas que poluem na região”, afirma. Outro cliente da Bluebell é a Ecom Trading, parceira da Nestlé como uma das maiores operadoras de café do mundo.

Os certificados de créditos de carbono da Bluebell são auditados pela Bureau Veritas e pela KMPG.

FONTE: GLOBO.COM