Vice-presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Ricardo Vieira afirmou nesta quarta-feira (21) que a saída da Cielo da bolsa, se concretizada, não será danosa para o mercado e nem prejudicará a competição no setor.
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“Não comentamos casos específicos, mas acho que é um processo natural, outras empresas já fizeram esse movimento no passado”, disse ao ser questionado sobre o tema durante o balanço do desempenho do setor de 2023. “A competição já está instalada no país na área de credenciamento”, disse.
Especialistas opinam que a transação pode mudar a dinâmica concorrencial no setor e afetar negativamente as concorrentes listadas em bolsa – PagBank e Stone.
Vieira disse ainda acreditar na continuidade dos debates envolvendo o rotativo do cartão de crédito e os parcelamentos em 2024. “Estamos fazendo os nossos estudos”, afirmou. “O próprio BC já disse que o tema volta a mesa em 2024.”
De acordo com ele, o teto para os juros cobrados após o atraso no pagamento da fatura de cartão, que começou a valer em janeiro, não deve ter grandes impactos sobre o setor.
A Abecs não apresentou previsões para o crescimento da indústria de cartões em 2024. Segundo Vieira, os cálculos ainda estão sendo fechados e devem ser divulgados durante o congresso da entidade, que será em março.
Em 2023, a Abecs precisou revisar a projeção que havia divulgado no início do ano e, segundo Viera, a associação quer evitar que isso ocorra novamente neste ano. Apesar de não dar previsões para 2024, ele disse que há menos incertezas no cenário e que não vê um ambiente de piora para o setor.
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