Sob pressão de investidores estrangeiros, China aborda desafios econômicos na terceira plenária do Partido Comunista

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Acalmar as preocupações dos investidores estrangeiros é, no entanto, uma tarefa árdua depois que o balanço apontou para uma desaceleração do crescimento a 4,7% ao ano, o mais fraco desde o início de 2023. Na época, Pequim finalizou as restrições draconianas contra a Covid-19, que pesavam sobre o país. 

As vendas no varejo, principal reflexo do consumo, também decepcionam, com um aumento de 2% em relação ao ano anterior em junho, a taxa mais baixa desde dezembro de 2022. Além disso, produção industrial freia, registrando +5,3% em junho em comparação com +5,6% um mês antes.

Os especialistas esperam sinais fortes que permitam garantir um crescimento durável, ao mesmo tempo em que o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou que prefere avançar cautelosamente. De fato, os dirigentes chineses veem o momento com prudência, já que os objetivos são contraditórios: resolver a dívida dos governos locais incitando o consumo, mas sem aumentar as ajudas sociais

Fragmentação do mercado interno

Na pauta da terceira plenária, está ainda a unificação do mercado nacional, segmentado pelo protecionismo regional. Uma nova reforma do “hukou” – o célebre “passaporte interno” destinado aos trabalhadores do interior que migram às grandes cidades – pode seguir esse caminho, com o risco de criar fortes tensões sociais e de descontentar as classes médias urbanas. O mesmo pode ocorrer em caso de reforma do sistema previdenciário, já que o envelhecimento da população aumenta a pressão sobre as finanças públicas. 

A maioria dessas questões já estavam presentes na plenária de 2013, logo após a eleição de Xi Jinping para a presidência do país. Na época, os dirigentes do Partido Comunista lançaram grandes reformas, principalmente para reduzir a intervenção do Estado na economia. Mais de dez anos depois, a prática continua sendo aplicada. 



FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS