A História da Água Santa
No ano de 1860, quando Bicas ainda era conhecida como Arraial das Tabôas, a região era marcada por grandes fazendas de café. A mão de obra era composta por escravizados africanos, submetidos a uma dura realidade.
Diante de doenças e feridas graves, era costume isolar os escravos enfermos para evitar o contágio nas senzalas. Um grupo com feridas malignas foi levado ao alto da serra, um lugar isolado, mas rico em águas cristalinas e inhame rosa, alimento abundante na natureza local.
O que parecia abandono se transformou em milagre: todos voltaram curados. A notícia correu pelas fazendas — a cura veio da água santa da serra.
Desde então, a fé percorreu gerações. Homens e mulheres sobem a serra em peregrinação, guiados pela esperança, carregando consigo a imagem de Nossa Senhora das Graças. Ali, no silêncio da montanha, muitos encontram cura, fé e paz interior.
Este é o legado do Santuário da Água Santa: um encontro entre o espiritual e o ecológico, entre a história e a fé, entre a natureza e o divino.
Foto da capa da matéria cedida pelo vereador Diogo Muniz







