Além de evitar crias indesejadas, procedimento protege a saúde do animal e da comunidade
Falar sobre castração ainda é um tabu para muitos tutores. Mas quem trabalha com bem-estar animal é direto: não castrar também é uma escolha, e ela tem consequências.
Castrar um animal é cuidado. O procedimento reduz drasticamente o risco de tumores e infecções graves, e aumenta a expectativa de vida de cães e gatos. Os benefícios para a saúde do animal são comprovados e significativos.
Mas há um aspecto que costuma passar despercebido: a castração também é uma questão de saúde pública.
A superpopulação de animais nas ruas está diretamente ligada ao aumento de zoonoses, que são doenças transmissíveis de animais para seres humanos. Menos animais abandonados significa menos vetores de doenças, menos sofrimento e mais equilíbrio para toda a comunidade.
Em Minas Gerais, a iniciativa já saiu do papel. Graças a projetos do deputado estadual Noraldino Jr, unidades móveis de castração percorrem os municípios mineiros oferecendo o serviço de forma totalmente gratuita à população. A medida leva o atendimento direto a quem mais precisa, eliminando barreiras de acesso e ampliando o alcance das políticas de bem-estar animal no estado.
Para quem mora em MG, vale verificar quando a unidade móvel passa pelo seu município. Para os demais estados, muitas prefeituras e organizações de proteção animal também oferecem campanhas periódicas de castração a baixo custo ou gratuitas. O serviço existe justamente para que a falta de recursos financeiros não seja um obstáculo. Vale pesquisar o que está disponível na sua região.
Cuidar de um animal é pensar no futuro dele e no de tantos outros.
Kátia Dias
Protetora e Ativista da Causa Animal em MG







