Após demissão de vigilantes, sindicato aponta efetivo insuficiente em unidades da UFJF

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Após desligamentos de cerca de 84 vigilantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) na última segunda-feira (2), o Sindicato dos Vigilantes de Juiz de Fora alerta para a insuficiência de profissionais para garantir a cobertura de todas as unidades da instituição, que se estendem para além do campus-sede. Anteriormente, a UFJF contava com 130 vigilantes distribuídos entre as unidades de Juiz de Fora, Governador Valadares e Ewbank da Câmara. Desse efetivo, 122 atuavam exclusivamente em Juiz de Fora. Agora, o quadro de vigilantes terceirizados passou para pouco mais de 40, conforme informou a representação sindical.

Segundo o sindicato, o efetivo de vigilantes é insuficiente em dez unidades da Universidade, entre elas o Museu de Arte Murilo Mendes, o almoxarifado do prédio novo do Hospital Universitário (HU) e a guarita das faculdades de Medicina e Fisioterapia, Jardim Botânico, Parque Tecnológico, Casa de Cultura, Cine-Theatro Central, Centro Cultural Pró-Música UFJF, Colégio de Aplicação João XXIII e Fazenda Experimental, em Ewbank da Câmara.

Funcionários do Cine-Theatro Central relataram que o espaço estava sem vigilância armada desde o dia 2 de novembro, contando apenas com serviço de portaria. Já na tarde da última quinta-feira (5), o Museu de Arte Murilo Mendes e o Memorial da República Presidente Itamar Franco suspenderam a visitação pública e as atividades presenciais. A publicação nas redes sociais das instituições informa que a medida busca garantir as condições necessárias para o funcionamento e a segurança dos espaços.

Segundo Josias Luciano Rosa, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Juiz de Fora, após as demissões, os serviços foram mantidos de forma precária e parcial, com a utilização de porteiros, vigias e poucos vigilantes em rondas motorizadas. “O Sindicato impugnou os editais, adotou todas as medidas cabíveis, entretanto, em nenhum momento a UFJF acolheu os requerimentos, bem como, não se reuniu com o sindicato e trabalhadores, o que consideramos uma situação arbitrária”, relatou.

O representante avalia que a UFJF tem buscado adotar um modelo híbrido de vigilância, com redução do número de profissionais armados. Na avaliação dele, a instituição não tem considerado a vigilância armada necessária para garantir a segurança das pessoas e do patrimônio da universidade. 

A entidade aponta que a segurança privada é uma atividade do vigilante, que legalmente não pode ser exercida por vigias, porteiros ou outros profissionais. Além disso, o sindicato afirma ter acionado a Justiça para questionar a demissão em massa de trabalhadores, situação que, conforme a entidade, caracteriza dispensa coletiva.

Novo contrato a partir de novembro

A licitação para contratação de serviços de vigilância armada e vigia nos campi da Universidade foi publicada em agosto de 2026. O pregão eletrônico resultou em dois contratos, que somam R$ 8.267.358,72 em valores anuais e preveem a disponibilização de 96 postos de trabalho. O primeiro, firmado com a Atrativa Service Ltda., tem valor anual de R$ 3.251.998,80 e prevê 48 trabalhadores de vigia no campus da UFJF em Juiz de Fora. Já o segundo contrato foi firmado com a Alforge Segurança Patrimonial Ltda., pelo valor anual de R$ 5.015.359,92, para a disponibilização de 48 trabalhadores de vigilância armada nos campi de Juiz de Fora e Ewbank da Câmara. A vigência de ambos tem início em novembro de 2026 e término em novembro de 2027.

O contrato anterior para serviços de vigilância armada e vigia foi publicado em 2021. A empresa Master Vigilância Especializada venceu a licitação que previa a contratação de 124 trabalhadores para a prestação dos serviços. A vigência do contrato tem prazo de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por até 60 meses. O contrato com início de vigência em 2 de agosto de 2021 teve sucessivas prorrogações. Nos termos aditivos, que alteram as condições do contrato, houve redução de postos de trabalho. Em agosto de 2026 foi prorrogado excepcionalmente por mais três meses, de 2 de agosto a 2 de novembro de 2026.

Mudança em plano de segurança

A UFJF afirmou à Tribuna que a instituição está modernizando o seu plano de segurança e realizando um estudo aprofundado para “aprimorar a relação entre a força de trabalho e as novas tecnologias disponíveis”.

Questionada sobre a redução do quadro de vigilância armada, a instituição declarou que o processo licitatório para a prestação dos serviços de vigilância encontra-se em fase de conclusão. “A UFJF esclarece que não possui ingerência sobre as decisões da empresa contratada em relação ao seu quadro de funcionários”, afirmou.

No entanto, a definição da quantidade de postos de vigilância e da distribuição dos profissionais pelas unidades são decisões de responsabilidade da UFJF e previstas em licitação.

Quanto à composição do quadro de vigilância, a Universidade afirmou não divulgar detalhes sobre o quantitativo de profissionais e sobre a cobertura das unidades, pois as informações podem comprometer as estratégias de segurança institucional.

A reportagem procurou as empresas Atrativa, Alforge e Master, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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Após demissão de vigilantes, sindicato aponta efetivo insuficiente em unidades da UFJF

Após desligamentos de cerca de 84 vigilantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) na última segunda-feira (2), o Sindicato dos Vigilantes de Juiz de Fora alerta para a insuficiência de profissionais para garantir a cobertura de todas as unidades da instituição, que se estendem para além do campus-sede. Anteriormente, a UFJF contava com 130 vigilantes distribuídos entre as unidades de Juiz de Fora, Governador Valadares e Ewbank da Câmara. Desse efetivo, 122 atuavam exclusivamente em Juiz de Fora. Agora, o quadro de vigilantes terceirizados passou para pouco mais de 40, conforme informou a representação sindical.

Segundo o sindicato, o efetivo de vigilantes é insuficiente em dez unidades da Universidade, entre elas o Museu de Arte Murilo Mendes, o almoxarifado do prédio novo do Hospital Universitário (HU) e a guarita das faculdades de Medicina e Fisioterapia, Jardim Botânico, Parque Tecnológico, Casa de Cultura, Cine-Theatro Central, Centro Cultural Pró-Música UFJF, Colégio de Aplicação João XXIII e Fazenda Experimental, em Ewbank da Câmara.

Funcionários do Cine-Theatro Central relataram que o espaço estava sem vigilância armada desde o dia 2 de novembro, contando apenas com serviço de portaria. Já na tarde da última quinta-feira (5), o Museu de Arte Murilo Mendes e o Memorial da República Presidente Itamar Franco suspenderam a visitação pública e as atividades presenciais. A publicação nas redes sociais das instituições informa que a medida busca garantir as condições necessárias para o funcionamento e a segurança dos espaços.

Segundo Josias Luciano Rosa, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Juiz de Fora, após as demissões, os serviços foram mantidos de forma precária e parcial, com a utilização de porteiros, vigias e poucos vigilantes em rondas motorizadas. “O Sindicato impugnou os editais, adotou todas as medidas cabíveis, entretanto, em nenhum momento a UFJF acolheu os requerimentos, bem como, não se reuniu com o sindicato e trabalhadores, o que consideramos uma situação arbitrária”, relatou.

O representante avalia que a UFJF tem buscado adotar um modelo híbrido de vigilância, com redução do número de profissionais armados. Na avaliação dele, a instituição não tem considerado a vigilância armada necessária para garantir a segurança das pessoas e do patrimônio da universidade. 

A entidade aponta que a segurança privada é uma atividade do vigilante, que legalmente não pode ser exercida por vigias, porteiros ou outros profissionais. Além disso, o sindicato afirma ter acionado a Justiça para questionar a demissão em massa de trabalhadores, situação que, conforme a entidade, caracteriza dispensa coletiva.

Novo contrato a partir de novembro

A licitação para contratação de serviços de vigilância armada e vigia nos campi da Universidade foi publicada em agosto de 2026. O pregão eletrônico resultou em dois contratos, que somam R$ 8.267.358,72 em valores anuais e preveem a disponibilização de 96 postos de trabalho. O primeiro, firmado com a Atrativa Service Ltda., tem valor anual de R$ 3.251.998,80 e prevê 48 trabalhadores de vigia no campus da UFJF em Juiz de Fora. Já o segundo contrato foi firmado com a Alforge Segurança Patrimonial Ltda., pelo valor anual de R$ 5.015.359,92, para a disponibilização de 48 trabalhadores de vigilância armada nos campi de Juiz de Fora e Ewbank da Câmara. A vigência de ambos tem início em novembro de 2026 e término em novembro de 2027.

O contrato anterior para serviços de vigilância armada e vigia foi publicado em 2021. A empresa Master Vigilância Especializada venceu a licitação que previa a contratação de 124 trabalhadores para a prestação dos serviços. A vigência do contrato tem prazo de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por até 60 meses. O contrato com início de vigência em 2 de agosto de 2021 teve sucessivas prorrogações. Nos termos aditivos, que alteram as condições do contrato, houve redução de postos de trabalho. Em agosto de 2026 foi prorrogado excepcionalmente por mais três meses, de 2 de agosto a 2 de novembro de 2026.

Mudança em plano de segurança

A UFJF afirmou à Tribuna que a instituição está modernizando o seu plano de segurança e realizando um estudo aprofundado para “aprimorar a relação entre a força de trabalho e as novas tecnologias disponíveis”.

Questionada sobre a redução do quadro de vigilância armada, a instituição declarou que o processo licitatório para a prestação dos serviços de vigilância encontra-se em fase de conclusão. “A UFJF esclarece que não possui ingerência sobre as decisões da empresa contratada em relação ao seu quadro de funcionários”, afirmou.

No entanto, a definição da quantidade de postos de vigilância e da distribuição dos profissionais pelas unidades são decisões de responsabilidade da UFJF e previstas em licitação.

Quanto à composição do quadro de vigilância, a Universidade afirmou não divulgar detalhes sobre o quantitativo de profissionais e sobre a cobertura das unidades, pois as informações podem comprometer as estratégias de segurança institucional.

A reportagem procurou as empresas Atrativa, Alforge e Master, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS