Justiça determina que Consórcio Manchester assuma linhas da Tusmil

0
16

O impasse que se estabeleceu após a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) redistribuir 18 linhas de ônibus entre os dois consórcios que operam a prestação de serviço na cidade ganhou contorno judicial na noite desta quinta-feira (5). Isso porque um novo posicionamento judicial manifestado na noite desta quinta determinou que o Consórcio Manchester deve acatar a redistribuição e realizar as 18 linhas envolvidas no impasse.

A informação foi confirmada à Tribuna pelo Município. “A Prefeitura de Juiz de Fora informa que a decisão judicial divulgada na noite desta quinta-feira, 5, reforça que o município segue cumprindo as determinações da Justiça. Com isso, a Prefeitura reitera que o Consórcio Manchester deve atender a determinação de reequilíbrio das linhas e colocar a frota em circulação imediatamente”, afirmou a PJF, em nota da Secretaria de Mobilidade Urbana.

Por meio do documento, ao qual a Tribuna teve acesso, o Consórcio Manchester defende que houve “omissão e obscuridade, uma vez que o despacho embargado não esclareceu quais as linhas a serem adotadas na troca entre os dois consórcios”. A juíza Roberta Araújo de Carvalho Maciel, entretanto, refuta o argumento e exige que o consórcio cumpra a determinação de reequilíbrio das linhas.

“Das 18 linhas que o Consórcio Manchester não acatou a determinação da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) de reequilíbrio, o Consórcio Via JF assumiu temporariamente oito, após negociações com a Secretaria de Mobilidade Urbana. Uma ação civil pública já foi protocolada pela PJF para que o Consórcio Manchester passe a operar todas as linhas determinadas no reequilíbrio” afirmou a Secretaria de Mobilidade Urbana, no início da noite desta quinta. Um dia antes, a Prefeitura havia confirmado as trocas, pontuando que as mudanças fazem “parte do reequilíbrio periódico previsto no contrato de concessão firmado em 2016.

O conteúdo continua após o anúncio

Linhas afetadas

Entre as linhas que não circularam ou tiveram seu funcionamento comprometido estão 321 (Vila Ozanan); 335 (Granjas Bethel); 611 (Esplanada/Granbery); 612 (Esplanada / Granbery); 613 (Francisco Bernardino); 614 (Jardim Natal); 621 (Democrata); 702 (Jóquei Clube); 707 (Cidade do Sol); 709 (Jóquei Clube); 723 (São Judas Tadeu); 729 (Paula Lima); 746 (Humaitá/Via Rib. do Carmo/Via M. do Arrependido); 749 (São Judas Tadeu); 753 (Miguel Marinho); 754 (Senai); 758 (Novo Triunfo II); e 766 (Zona Norte/Av. Rio Branco). Até a última quarta-feira, estas linhas eram realizadas pelo Consórcio Via JF, mas, conforme a redistribuição feita pela Prefeitura, deveriam ser feitas pelo Consórcio Manchester, a partir desta quinta, o que não aconteceu.

Os problemas foram minimizados em algumas destas linhas ao longo do dia, quando o Consórcio Via JF colocou carros nas ruas para fazer os itinerários, informação que foi confirmada pela Prefeitura. Segundo a concessionária, oito linhas que deveriam ter sido realizadas pelo Consórcio Manchester a partir desta quinta foram assumidas de forma emergencial pelo Consórcio Via JF: 611, 612, 613, 707, 729, 749, 758 e 766. Na maioria dos casos, os serviços voltaram a ser prestados ainda pela manhã.

Por conta da redistribuição das linhas, o Via JF ainda assumiu a operação de 13 linhas que estavam a cargo do Consórcio Manchester até a última quarta-feira. São elas:: 412 (Parque Burnier); 443 (Nossa Senhora de Lourdes); 444 (Nossa Senhora de Lourdes); 445 (Nossa Senhora de Lourdes); 447 (Nossa Senhora de Lourdes); 609 (Milho Branco); 610 (Amazônia); 615 (Encosta do Sol); 636 (Jardim Cachoeira/Av. Rio Branco); 646 (Milho Branco/Av. Rio Branco); 700 (Barbosa Lage); 717 (Benfica); e 751 (Santa Cruz/Via Jardim Alfineiros/Santa Clara).

Ainda na manhã desta quinta, após parte da população já ter sido atingida pelos problemas na descontinuidade da prestação do serviço de transporte coletivo urbano em 18 linhas, a PJF já havia se manifestado sobre a situação, sinalizando que poderia recorrer à via judicial. “A Prefeitura de Juiz de Fora informa que o Consórcio Manchester, formado pela empresa Tusmil, não cumpriu a decisão sobre o reequilíbrio das linhas. O Consórcio Via JF cumpriu a decisão. Diante disso, a Prefeitura está tomando as medidas jurídicas para o cumprimento da decisão administrativa e a normalização do serviço de transporte público”, informou a SMU.

 



FONTE: TRIBUNA DE MINAS