O comitê legislativo que investiga a invasão ao Capitólio ocorrida em 6 de janeiro de 2021, intimou formalmente nesta sexta-feira (21) o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a depor sob juramento e entregar documentos.
O painel concedeu a Trump o prazo de 4 de novembro para apresentar documentos, enquanto terá de prestar depoimento “por volta do dia 14” do mesmo mês. A comissão votou a favor de intimar Trump na sua última reunião pública, em 13 de outubro.
A comissão também divulgou o conteúdo da carta que o presidente, o democrata Bennie Thompson, e a vice-presidente, a republicana Liz Cheney, enviaram nesta sexta-feira ao ex-mandatário, na qual enfatizam o “papel central” que desempenhou no esforço “orquestrado e intencional” para revogar os resultados das eleições de 2020, nas quais foi derrotado pelo atual presidente, Joe Biden.
Além disso, destacaram também o papel que desempenhou no “bloqueio” da transição de poder.
Especificamente, o comitê acusa Trump de divulgar informações falsas sobre uma suposta fraude eleitoral, que não conseguiu provar na justiça por não ter apresentado provas, para anular o resultado da votação.
A entidade também acredita que o ex-presidente procurou “corromper” o Departamento de Justiça, além de pressionar os funcionários e legisladores locais a alterar os resultados, reunindo dezenas de milhares de apoiadores em 6 de janeiro, incitando à violência em mensagens nas redes sociais e se recusando a dispersar os militantes.
Thompson e Cheney declaram na carta que o comitê reuniu “provas esmagadoras”, algumas delas de “dúzias” de nomeados e funcionários de Trump, que provam que o ex-presidente “orquestrou e supervisionou pessoalmente” os esforços para anular as eleições e obstruir uma transição pacífica de poder.
Recordam também que esta não é a primeira vez que um presidente é intimado, pois há precedentes de vários líderes do país que foram convocados a apresentar provas ao Congresso.
A comissão aprovou por unanimidade a intimação Trump há pouco mais de uma semana, após mais de um ano de investigação e de ter convocado centenas de ex-funcionários e assessores de seu governo.
Após essa votação, Trump respondeu na sua rede social, TRUTH, e em carta enviada à comissão criticando do trabalho do painel e dando indícios de que não pretende cooperar. O que não está claro é o que poderá acontecer neste caso e quais poderão ser os próximos passos do comitê.







