Para a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Cleveland, Loretta Mester, os principais riscos à inflação dos EUA ainda apontam para cima e, por isso, o custo de um eventual aperto monetário mais brando que o necessário supera o de um aumento de juros além do que é preciso para controlar os altos preços.
“Na minha opinião, diante de um mercado de trabalho ainda forte, os custos de ser mais brando na política [monetária] ou afrouxá-la prematuramente ainda superam os custos de ser mais duro”, argumentou a dirigente, em discurso divulgado há pouco pela distrital do Fed.
Por conta da natureza prospectiva da atuação de BCs, o balanço de riscos do Fed deve mudar à medida que a inflação recua, afirmou Mester. Até lá, a autoridade monetária tem de estar atenta aos diferentes cenários possíveis para a economia americana, ponderou.
Mais cedo, em entrevista à rede de TV americana CNBC, Mester disse que ainda não decidiu se gostaria que o Fed aumentasse as taxas de juros em 0,50 ponto percentual em sua próxima reunião, em março. “Eu não prejulgo. Entro nas reuniões e vou analisar os dados e teremos um novo conjunto de previsões e isso ajudará a orientar onde precisamos chegar ”, disse.
Mester, do Fed: custo de aperto monetário mais brando que o necessário supera o de alta de juros além do que é preciso — Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg







