O açúcar voltou a subir na bolsa de Nova York nesta sexta-feira. Os papéis do demerara para maio, os mais negociados, fecharam em alta de 3%, a 20,92 centavos de dólar a libra-peso, e os lotes para julho subiram 2,53%, a 20,25 centavos de dólar a libra-peso.
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“Apesar do aumento de 13% na produção do Centro-Sul, notamos que os preços devem permanecer elevados, com a confirmação do Brasil do fim da isenção de impostos para a gasolina, o que provavelmente levará a uma maior destinação da cana-de-açúcar para o etanol”, diz, em nota, a Fitch Solutions, segundo a Dow Jones Newswires.
Soma-se a isso o clima adverso na Índia. De acordo com a Reuters, mais de duas dúzias de usinas no Estado de Maharashtra, principal produtor de açúcar do país, tinham interrompido a moagem de cana até o fim do mês passado.
Armazém de açúcar — Foto: Julio Bittencourt/Valor
Os contratos do algodão para maio fecharam em alta de 0,55%, a 84,17 centavos de dólar por libra-peso. Os papéis para julho, por sua vez, avançaram 0,45%, a 84,79 centavos de dólar por libra-peso.
No mercado de café, os papéis do arábica para maio recuaram 2,39%, a US$ 1,7785 por libra-peso. “Interesses de curto prazo de especuladores e fundos explicam o forte e rápido sobe e desce diário nas cotações do café em Nova York”, disse Eduardo Carvalhaes, especialista no mercado de café, em relatório.
Os contratos do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) para maio, os mais negociados em Nova York, fecharam em queda de 2%, a US$ 2,2685 por libra-peso.
Jack Scoville, do Price Futures Group, diz que, embora a Flórida deva produzir pouca laranja em decorrência dos furacões e das perdas por greening, o clima tem melhorado nos últimos dias, o que colabora para estabilizar a produção.
O cacau também recuou. Os papéis que vencem em maio, os mais negociados, caíram 1,08%, a US$ 2.760 por tonelada.






