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Detento do Ceresp infectado por coronavírus morre no HPS

Segundo o Estado, todos os presos que tiveram contato com Vanderlei Luiz Cardoso testaram negativo para Covid-19

Por Sandra Zanella

O detento do Ceresp, de 53 anos, que havia testado positivo para Covid-19 e estava internado no HPS desde o dia 29 de junho, não resistiu e morreu na noite desta segunda-feira (13). Vanderlei Luiz Cardoso foi o primeiro e único caso de contaminação por coronavírus confirmado no sistema prisional de Juiz de Fora até o momento, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que lamentou “profundamente a morte do custodiado”. Segundo a pasta, todos os presos do Ceresp que tiveram contato com Vanderlei foram testados para coronavírus e tiveram resultado negativo. Um deles, 54, que dividia com o colega e mais 21 pessoas a chamada “cela de idosos”, destinada àqueles mais vulneráveis, chegou a ser internado no HPS com sintomas leves semelhantes aos da Covid-19 no dia 5.

O acautelado que foi a óbito era diabético e recebia atendimento médico diariamente na unidade prisional. A suspeita inicial do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) é de que o contágio teria acontecido, supostamente, na saída do acautelado, com escolta externa, para um atendimento médico no HPS no dia 24 de junho, ou seja, cinco dias antes de a vítima apresentar os sintomas da doença dentro da cadeia. “O detento tinha contato diário com a equipe de saúde da unidade e encontros periódicos com os médicos do local, em razão da comorbidade. Em uma das consultas de rotina, em 29 de junho, informou estar com catarro e secreções no peito. Horas depois, teve sintomas de taquipneia – aceleração do ritmo respiratório – e, por este motivo, foi conduzido ao HPS. Neste mesmo dia, Vanderlei teve piora clínica e foi para a UTI do centro de saúde, com suspeita de Covid-19”, informou a Sejusp, por meio de nota enviada pela assessoria.

Ainda conforme o Estado, o preso foi testado três vezes no hospital: por teste rápido, com resultado negativo, por PCR, com resultado inconclusivo e por PCR novamente, com resultado positivo, em 1º de julho. “Permaneceu na UTI e veio a óbito ontem, segunda, dia 13, às 21h18, com causa confirmada pelo HPS para Covid-19, sepse e pneumonia”, completou a Sejusp.

A secretaria destacou que, em razão do registro do caso, a unidade teve sua limpeza e desinfeção reforçadas. “O Depen-MG segue atento ao Ceresp-JF, na tentativa de prevenir e evitar novos casos de Covid-19 na unidade”, garantiu.O conteúdo continua após o anúncio

Histórico

O primeiro detento que testou positivo para infecção pelo coronavírus na cidade é natural de Juiz de Fora e estava detido desde novembro de 2018. Ele respondia pela contravenção penal “vias de fato”, conforme o artigo 21 do Decreto 3.688, e pelo crime de violência física contra mulher, de acordo com a Lei Maria da Penha. Em outubro de 2019, o acautelado chegou a ser transferido para o Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em Barbacena, para tratamento de saúde. Ele retornou ao Ceresp, mediante alta hospitalar, no dia 13 de fevereiro deste ano.

A família da vítima foi procurada pela Tribuna nesta terça, por meio do advogado Carlos Mattos, mas preferiu não se pronunciar sobre a morte. O sepultamento de Vanderlei aconteceu na tarde desta terça (14) no Parque da Saudade, sem velório ou qualquer cerimônia, para evitar aglomerações, conforme protocolo da pandemia.

Escoltas com proteção

Sobre a possível contaminação de Vanderlei Luiz Cardoso durante saída para atendimento no HPS, o Depen informou que, em todos os procedimentos de escolta externa, os presos e policiais penais utilizam equipamentos de proteção individual (EPIs).

Em relação à possibilidade de a contaminação do detento ter ocorrido em ambiente hospitalar, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora já havia destacado, em reportagem sobre o caso publicada no dia 7, que, “desde o final de março, Minas Gerais é considerada área de transmissão comunitária do coronavírus. Isso significa que, diferente dos casos de transmissão local, não é possível identificar a origem da contaminação. Além desse fator, as unidades de saúde, independente do nível de assistência, são consideradas áreas de alto risco de contágio, já que são as responsáveis por acolher e prestar atendimento aos pacientes com suspeita ou confirmação da doença”.

A pasta enfatizou que o HPS segue todas as normas preconizadas pela Vigilância Sanitária, mantendo higienização frequente dos ambientes e uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) por parte de seus servidores. “O HPS conta com triagem, consultório, enfermaria e CTI específicos para atendimento Covid.”

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