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Cirurgias eletivas são retomadas no Hospital do Câncer de Muriaé

Procedimentos foram suspensos em 24 de julho por causa da falta de bloqueadores neuromusculares, utilizados em pacientes em terapia intensiva.

Por Amanda Andrade, G1 Zona da Mata

O Hospital do Câncer de Muriaé, mantido pela Fundação Cristiano Varella, retomou os procedimentos cirúrgicos eletivos que precisam de terapia intensiva e anestesia geral no início desta semana. A informação foi confirmada ao G1 pelo gerente administrativo da unidade, José Alexandre do Nascimento Alves.

As cirurgias eletivas oncológicas foram suspensas no dia 24 de julho por causa da falta de medicamentos utilizados em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), principalmente os bloqueadores neuromusculares. Foi a primeira vez que o hospital suspendeu estes procedimentos desde o início da pandemia de Covid-19.

O retorno dos procedimentos ocorreu após a instituição conseguir comprar os medicamentos. Ainda conforme o gerente administrativo, as cirurgias eletivas que estavam marcadas para esta semana serão realizadas. Já as que foram suspensas, serão agendadas após avaliação do quadro de cada paciente, feita pelo Corpo Clínico do hospital.

Estoque para dois meses

A falta destes remédios, dos sedativos e anestésicos nos principais hospitais da Zona da Mata foi mostrada pelo G1 em junho. Desde então, um parecer do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) orientou a suspensão de cirurgias eletivas não essenciais na rede pública e na rede privada.

A classe de medicamentos que está em falta é a dos bloqueadores neuromusculares, que servem para interromper ou simular a transmissão de impulsos nervosos. Eles são utilizados em anestesia e proporcionam um relaxamento da musculatura esquelética. Além disso, estes medicamentos permitem a realização da intubação para facilitar a ventilação mecânica.

De acordo com José Alexandre, o hospital conseguiu intervir e pedir prioridade ao fabricante do Cisatracúrio, o laboratório Cristália. “Existe uma dificuldade para abastecer os hospitais no país e conseguimos conversar com o fabricante, que enviou o pedido no início dessa semana e conseguimos restabelecer as cirurgias”, explicou o gerente.

Conforme o administrador, foram adquiridos mil frascos do Cisatracúrio e 500 frascos do Rocurônio, outro bloqueador neuromuscular semelhante. A expectativa é de que com a nova aquisição, o hospital tenha estoque para mais dois meses.

“Em tempos normais, antes da pandemia, essa quantidade daria para seis meses de consumo. Como está ocorrendo momentos de pico, oscila muito. Para o volume cirúrgico, o consumo de bloqueadores neuromusculares até que é baixo, mas para o paciente que está em UTI e necessita disso, é muito alto em alguns protocolos. Com base nos últimos meses, o estoque seria suficiente para os próximos 60 dias, com cirurgias e pacientes em terapia intensiva”, explicou.

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