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Carnes sobem até 33%: de janeiro até agora, alguns cortes tiveram alta dez vezes superior à inflação

Marciano Menezes

As diferenças de preços das carnes chegam a superar 160% de um estabelecimento para o outro em Belo Horizonte, segundo levantamento do site Mercado Mineiro. No entanto, de janeiro até agora, o quilo de alguns cortes registrou majoração superior 30%, dez vezes maior que inflação em 12 meses medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que até setembro acumula alta de 3,14%.

Em janeiro, por exemplo, o preço médio do acém era de R$ 21,16 na capital mineira, tendo saltado agora, em outubro, para R$ 28,04, uma alta de 33%. Da mesma forma, o quilo da fraldinha subiu 23%, passando de R$ 24,51 para R$ 30,08. Mas os aumentos salgaram também as aves e os suínos. Para se ter uma ideia, o quilo do pescoço de Peru passou de R$ 13,42 para R$ 18,55, uma disparada de 38%. Já o toucinho comum subiu 19,45% no período, de R$ 18,30 para R$ 23,63.

Variações
A pesquisa do site Mercado Mineiro, realizada em 38 estabelecimentos entre 14 e 16 de outubro, mostra também grandes variações de preços entre um açougue e outro em Belo Horizonte. É o caso, por exemplo, da maminha, que custa de R$ 26,95 até R$ 69,95, uma diferença de 159%. A bisteca suína com costela variou 166%, podendo custar de R$ 14,99 até R$ 39,95.

O frango resfriado tem variação de 100% entre os estabelecimentos, sendo comercializado de R$ 5,49 a R$ 10,99. Já o coração registrou diferença de 105%, sendo o quilo vendido de R$ 16,99 a R$ 34,95. O quilo da coxa e sobrecoxa custa de R$ 8,49 a R$ 15,95 (88%).

O engenheiro eletricista Josivaldo Santos Fernandes tem feito um malabarismo para driblar a alta de preços em praticamente todo tipo de carne. “Diminuímos um pouco na quantidade e substituímos por linguiça, frango, costela de boi. Algumas carnes também fazemos moída e cozida, ao invés de comprar bife todos os dias”, conta. Segundo ele, os aumentos de preços das carnes têm sido muito altos.

Segundo Feliciano Abreu, coordenador do site Mercado Mineiro, além das variações de preços enormes entre os estabelecimentos, os preços das carnes têm subido a cada semana, principalmente dos cortes de segunda. “Os preços estão acelerados, o que é ruim tanto para os donos de açougues, que têm que reduzir a margem de lucro, quanto para o consumidor, que acaba pagando mais caro”, salienta.

O coordenador do site lembra que essas majora-ções de preços têm acontecido devido à maior exportação de produtos, principalmente para o mercado chinês, e à alta do dólar, que tem garantido melhores preços no mercado externo aos exportadores. 

“A arma do consumidor ainda é a pesquisa de preços, antes de efetuar as compras. Ele deve ficar atento também às ofertas e evitar fazer compras excessivas achando que o mundo vai acabar”, aconselha Feliciano Abreu.

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