Prefeitura e Estado implantam programa de prevenção à criminalidade em JF

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Começou a funcionar em Juiz de Fora, nesta terça-feira (7), o programa “Se Liga”, que oferece acompanhamento aos egressos de medidas socioeducativas de semiliberdade e de internação com idades entre 12 e 24 anos. Implantado no Núcleo Travessia, no Bairro Olavo Costa, o programa foi viabilizado a partir de um termo de cooperação assinado entre a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Juiz de Fora é sede da primeira região do estado de Minas Gerais, após a capital Belo Horizonte, a dispor do atendimento, com a instalação da Unidade de Prevenção Regional Zona da Mata.

O Se Liga vai atuar como um instrumento de apoio ao jovem que sai do sistema prisional, oferecendo orientação para ações do dia a dia, facilitando o acesso aos serviços do município e à rede de proteção social. Segundo a PJF, é uma forma de amparo que ajuda no caminho do egresso à efetivação de procedimentos simples, mas que poderiam representar obstáculos à recuperação dos seus direitos como cidadão, caso não recebesse a devida orientação.

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A participação acontece por livre adesão. O jovem permanece vinculado por até um ano ou até quando adquirir autonomia para abrir mão do acompanhamento, cuja atuação pode se dar para garantir acesso à saúde, à educação, entre outros. Conforme o Estado, o objetivo é dar acesso à cidade e à rede de proteção social, estabelecendo-se como um instrumento de construção no reencontro com a liberdade. O Se Liga tem por premissa acolher o usuário, trabalhando escolhas e a rede de proteção social, de modo que possa, no futuro, não depender mais desse acompanhamento.

Na perspectiva do secretário de Segurança Urbana e Cidadania em exercício da PHF, Leandro Lisboa Barros, a inauguração do Se Liga em Juiz de Fora confirma a prática de uma política de segurança integrada, no município, direcionando esforços para a efetivação de ações de resgate da cidadania, que têm impacto direto em vidas e na prevenção à violência. “Essa é mais uma demonstração de que juntos podemos mais. Articulando com os mais diferentes setores e parceiros a construção compartilhada de oportunidades humanizadas, de respeito e dignidade para pessoas que passaram pelo sistema, mas que estão retomando seus lugares na sociedade”, disse, por meio da assessoria da PJF.



FONTE: TRIBUNA DE MINAS