Depois de terem que brigar com usuários de drogas da região da Cracolândia para proteger suas lojas de saques e vandalismo, os comerciantes vivem em estado de ainda mais alerta por conta das constantes confusões que saem da cena de uso de drogas a céu aberto, agora concentrada principalmente na esquina entre a avenida Rio Branco e a rua dos Gusmões, a poucos metros da rua comercial
Nesta quarta-feira (6), uma ação de zeladoria próxima ao hospital Pérola Byington causou revolta entre os usuários, que se espalharam pela região e deprederam comércios, incluindo os da Santa Ifigênia. Os comerciantes reagiram e pegaram em paus para bater e expulsar a população da rua
Um dia depois, os usuários arrombaram a porta de uma loja na avenida Rio Branco. A violência gerou protesto de outros empresários, que fecharam seus estabelecimentos e saíram às ruas para pedir por mais segurança. O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), atribuiu os ataques à escassez de droga na Cracolândia – fruto de ações da Polícia Civil e prefeitura – e afirmou que seria necessário passar por essa fase de conflitos
“Se ficarem no canto deles, o negócio deles é usar droga, você pode passar ali na frente que eles não vão mexer. Quando a polícia mexe com eles, eles sai que nem loucos, vêm quebrando tudo o que veem pela frente”, relata Gilmar, proprietário da Floriza Acústico
Depois de passarem por diversos pontos da região central da capital, os usuários e traficantes estão se fixando em diversos pontos do centro, onde logo se tornam alvos de operações policiais para não permitir que a população forme uma grande aglomeração. A migração começu no fim de março deste ano, por ordem da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O refúgio foi a praça Princesa Isabel. A concentração ficou na área até o início de maio, quando outra megaoperação dispersou mais uma vez o “fluxo”. Outra ação foi registrada pouco mais de uma semana depois, na rua Doutor Frederico Steidel. Nas semanas seguintes foram vários pontos de aglomeração, que passaram pela rua Helvétia, rua dos Gusmões e avenida Rio Branco
Como palco da última confusão, a rua Santa Ifigênia recebeu um reforço do policiamento com agentes da Polícia Militar e Guarda Civil Municipal







