Fila do Auxílio Brasil é o dobro do anunciado pelo Governo

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Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, a fila de espera do Auxílio Brasil em maio era mais que o dobro da fila oficial do governo

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De acordo com um novo levantamento efetuado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a fila de espera do Auxílio Brasil em maio era mais que o dobro da fila oficial do governo. Segundo informações da entidade, naquele mês havia 1,8 milhão de famílias aguardando para entrar no programa social, enquanto o Ministério da Cidadania indicava que eram cerca de 765 mil.

Essa diferença acontece pois o levantamento da CNM considera as inscrições de famílias no Cadastro Único (CadÚnico) que atendem ao critério de elegibilidade no programa e tiveram os dados atualizados há menos de 24 meses. Contudo, para entrar na fila oficial do Ministério da Cidadania, é preciso cumprir outros requisitos.

Aumento das famílias elegíveis ao Auxílio Brasil

De acordo com dados do governo, em maio 18,1 milhões de famílias recebiam o benefício de R$ 400,00. Entretanto, o anúncio da ampliação no valor, que passou a ser de R$ 600,00 até dezembro, e a inclusão de novos beneficiários no programa fizeram com que a procura por atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) aumentasse.

Sobrecarga

A preocupação da CNM é com a pressão na estrutura desses postos de atendimento, o que tem sobrecarregado os municípios, conforme pontuou Paulo Ziulkoski, presidente da entidade.

“O programa Auxílio Brasil está passando por alterações preocupantes, como a elevação de R$ 400 para R$ 600 do benefício, que só dura até o final do ano. E depois?”, questiona ele.

Ademais, o período de atualização cadastral de quem já estava inscrito no CadÚnico também contribui para a sobrecarga dos municípios. Durante a pandemia, a consulta aos dados foi suspensa para não castigar as famílias que não tinham como confirmar os dados pessoalmente e não expor os servidores da assistência social, pois havia diversas restrições sanitárias.

“A pressão dessa averiguação cadastral recai sobre os municípios. Como os servidores da assistência social não estão dando conta da fila de quem está nessa atualização cadastral, como é que vão fazer busca ativa para identificar as famílias que estão em situação de pobreza, por exemplo?”, pontua Ziulkoski.

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Imagem: rafapress / Shutterstock.com



FONTE: R7