Mineirão para o Cruzeiro? Minas Arena pode sofrer muito na Justiça

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A Minas Arena, responsável pela administração do Mineirão, poderá ter seu futuro complicado com a Justiça. Isso porque o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) publicou nesta quarta-feira (14) um comunicado informando que ajuizou Ação Civil Pública requerendo proibições à administradora e pedido de condenação com multa milionária.

A medida prevê a proibição de shows e eventos não esportivos no Mineirão. Segundo informou no site oficial, o MPMG pede que tais eventos não sejam realizados até que obtenha a  licença ambiental e alvará de localização e funcionamento para esse tipo de atividade. 

Segundo o MPMG,”está comprovado que o licenciamento simplificado adotado não está sendo eficiente para controlar a poluição sonora provocada no local”. Por conta disso, também está sendo pedido o pagamento de indenização de R$ 50 milhões pelo dano moral coletivo ambiental.

Um dos trechos da Ação Civil Público (ACP) fala sobre os eventos musicais serem mais lucrativos para a Minas Arena que, de maneira irregular, passou a realizar shows sem a preocupação com o barulho.

“De fato, a ré Minas Arena entendeu que a utilização do estádio para eventos musicais é economicamente mais lucrativa do que a realização de partidas de futebol. Então, sem qualquer autorização dos órgãos competentes, promoveu alterações na planta interna do estádio, como por exemplo, suprimiu vagas de estacionamento previstas na licença ambiental para criação de boates, bem ainda passou a sublocar diversos espaços internos e externos para produtores de eventos, como forma de aumentar sua lucratividade”, diz trecho da Ação Civil Pública.

Como começou a ação?

O MPMG instaurou a ação após reclamações de moradores das redondezas do estádio por meio da Associação Comunitária Viver Bandeirantes.  

“Espaços como estacionamentos, tribuna e esplanada passaram a ser palco de eventos e shows, muitos com público acima de 60.000 pessoas, sem qualquer preocupação da ré com implantação de medidas mitigadoras dos impactos, em especial, tratamento acústico, visto que, dentre os diversos problemas relatados pelos moradores do entorno, a poluição sonora é sem sobra de dúvidas o que mais afeta a qualidade ambiental e a vida das pessoas”, diz um trecho da ação, assinado pela promotora Marta Alves Larcher.

O que isso tem a ver com o Cruzeiro?

Apesar da ação não envolver os eventos esportivos, torcedores do Cruzeiro já começaram a fazer suposições sobre a administração do Gigante da Pampulha ir para o Cabuloso. O time celeste está estudando a possibilidade de ter um estádio para chamar de seu. Recentemente, o CEO da Raposa, Gabriel Lima, disse que o clube está trabalhando arduamente para decidir entre o Mineirão ou uma nova arena em Betim.

FONTE: TRIBUNA DE MINAS