A conquista de um prêmio individual coloca o jogador como destaque em uma competição. No entanto, o mérito pode ficar em segundo plano no caso do objetivo principal bater na trave. O ala Gê, que atuou pelo Foz Cataratas nesta temporada, sentiu esta divisão de sentimentos ao liderar a artilharia da Copa Sul, mas acabar perdendo a decisão para o Joaçaba.
“São sempre importantes estas conquistas individuais para qualquer atleta de alto rendimento ser lembrado. Mas infelizmente o título não veio. Com isso, acaba inibindo um pouco o feito. Fiquei muito feliz por um lado e triste pelo vice-campeonato. Trocaria o troféu individual pelo título, sem sombra de dúvidas”, conta Gê, em entrevista ao oGol.
Goleador da competição regional com quatro gols, Gê, até chegou a balançar as redes na final, mas sem evitar a derrota por 5 a 2, em casa. A Copa Sul, disputada em formato de torneio curto, com quatro times, foi sediada em Foz do Iguaçu. A disputa retornou ao calendário do futsal nacional após quatro anos sem a realização.
“As competições regionais são de extrema importância, ainda mais sendo uma disputa que dá a oportunidade de uma vaga para jogar a Supercopa nacional, e caso vença, podendo ainda chegar até a Libertadores”, exalta o jogador.
Assim como a Copa Sul, a Liga Nordeste também marcou presença na temporada e movimentou 13 clubes, mais uma vez em uma competição de poucos dias. Porém, as somas das competições estaduais, regionais e nacionais ocasionaram um afunilamento de datas, exigindo que as disputas aconteçam em um curto período.
“As federações deveriam se programar melhor, porque o calendário é muito apertado, diversos jogadores acabam se lesionando no final da temporada por conta do acúmulo de jogos”, destaca Gê, relembrando que o torneio projetava um cronograma de partidas diárias, não permitindo uma recuperação plena dos atletas.
Além da Copa Sul, o Foz Cataratas, defendido por Gê em 2022, disputou ainda o Campeonato Paranaense e a Liga Nacional de Futsal. Somando as três competições, o clube entrou em quadra em 53 jogos na temporada, com um aproveitamento de 21 vitórias, 10 empates e 22 derrotas.
“Foi uma temporada de bastante trabalho e aprendizado, tanto dentro como fora das quadras. No começo foi uma ascensão, começamos muito bem, tanto no Campeonato Paranaense quanto na Liga Nacional. Depois sofremos com a quantidade de jogos e viagens. Acho que isso acarretou no decorrer do ano. Perdemos muitos jogos em sequência e a confiança do time foi lá para baixo. Não conseguimos classificar na Liga e ainda perdemos logo no primeiro mata-mata do estadual”, detalha.
Apesar do bom rendimento individual, com a artilharia da Copa Sul e mais seis gols anotados na LNF, Gê entende que a temporada deixou a sensação de que poderia ter ido além. O início regular nas competições gerou expectativa de resultados mais efetivos nas fases decisivas. As eliminações precoces no estadual e na Liga, porém, geraram certa frustração na temporada.
“Esta foi uma das temporadas mais difíceis que passei como atleta, por não esperar isso”, completa.
O Foz Cataratas foi para a disputa da Copa Sul sonhando em encerrar a temporada com uma conquista importante. Entretanto, novamente o início empolgante com as vitórias por goleada sobre Marreco e SER Santigo não se manteve e vieram as derrotas para o Joaçaba: primeiro na última rodada da fase classificatória e, no dia seguinte, na final do torneio.
“Fomos para a última competição, muito focados e sabendo que ela poderia ser a competição para encerrar o ano com um título de muita relevância e prestígio. Infelizmente perdemos a final para a grande equipe do Joaçaba na prorrogação, em uma partida bastante emocionante. Fiquei triste pelo vice-campeonato, mas feliz pela conquista individual de artilheiro da competição”, conclui.
Depois de uma temporada vestindo a camisa do Foz Cataratas, Gê anunciou nesta semana seu novo destino. O ala com passagens recentes por São José e Marechal, seguirá no solo paranaense, desta vez para atuar pelo Dois Vizinhos Futsal.







