Presidentes da CBF e da Conmebol lamentam morte de Pelé: “Vamos trabalhar para preservar a sua história”

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Atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodriguez lamentou a morte de Pelé e prometeu diversas homenagens para “preservar a sua história e perpetuar o seu legado”. O mandatário ainda decretou sete dias de luto.

“Estou profundamente emocionado com a partida do Pelé. A CBF fará todas as homenagens possíveis ao maior atleta de todos os tempos. Pelé é eterno e vamos trabalhar sempre para preservar a sua história e perpetuar o seu legado”, disse.

“Lembro ainda hoje da emoção de ter visto o Pelé em ação em Ilhéus quando a seleção da cidade enfrentou o Santos em 1967. Eu tinha apenas 13 anos e fiquei impactado. Ele fez um dos gols. Dois anos depois, viajei até Salvador para assistir o milésimo gol dele, que acabou não saindo. O Nildo tirou o gol quase na linha. Eu e a Fonte Nova praticamente inteira vaiamos o zagueiro do Bahia. Três dias depois, o Rei marcou o milésimo no Rio diante do Vasco”, completou.

Em nota, a CBF disse que “a morte do ídolo é a mais triste notícia informada pela CBF desde a sua fundação há 108 anos”.

Pela Seleção Brasileira, Pelé disputou 113 partidas e marcou 95 gols, sendo assim o maior artilheiro da história da equipe. Ao longo destes embates, foram 84 vitórias, 15 empates e 14 derrotas.

Além disso, ele conquistou três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970), duas Copa Roca (1957 e 1963), uma Taça do Atlântico (1960), três Taça Oswaldo Cruz (1958, 1962 e 1968) e uma Taça Bernardo O’Higgins (1959).

Quem também se despediu do Rei foi Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. O mandatário publicou uma mensagem de despedida em suas redes sociais e agradeceu ao ex-jogador.

“O Rei Pelé deixou este campo terrenal para brilhar entre as estrelas no céu. O futebol sul-americano e mundial lamentam sua partida, seremos eternamente gratos por seu maravilhoso talento. Minhas condolências à família e amigos do nosso amado Pelé”, escreveu.

Maior ídolo da história do Santos, Rei Pelé faleceu nesta quinta-feira, aos 82 anos, após complicações de um câncer no cólon. O ex-jogador lutava contra o tumor desde setembro de 2021, quando passou por uma cirurgia para sua retirada e estava se tratando no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.




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Presidente da Fifa lamenta a morte de Pelé

Presidente da Fifa, o suíço-italiano Gianni Infantino foi outro mandatário a lamentar a morte de Pelé. Em comunicado publicado no site oficial da entidade máxima do futebol, ele chamou o Rei do Futebol de único e disse que os momentos ídolo brasileiro serão lembrados para sempre.

Confira o texto na íntegra publicado pela Fifa em homenagem a Pelé:

“Para todos que amam o belo jogo, este é o dia que nunca queríamos que viesse. O dia em que perdemos Pelé.

“O Rei” foi único em muitos aspectos.

Ele foi o único jogador a ter vencido a Copa do Mundo da FIFA três vezes e sua habilidade e imaginação eram incomparáveis. Pelé fez coisas que nenhum outro jogador sequer sonharia, como o famoso manequim na semifinal da Copa do Mundo FIFA de 1970, que ficou conhecido como Pelé run-around. Ou o gol que ele marcou na final da Copa do Mundo da FIFA de 1958 aos 17 anos, quando passou a bola por cima de um zagueiro e chutou de voleio para a rede.

A visão dele socando o ar em comemoração é uma das mais icônicas do nosso esporte e está gravada em nossa história. Na verdade, como o futebol televisionado ainda estava em sua infância na época, vimos apenas pequenos vislumbres do que ele era capaz.

Mais importante ainda, “O Rei” subiu ao trono com um sorriso no rosto. O futebol podia ser brutal naquela época, e Pelé frequentemente recebia tratamento rude. Mas, embora soubesse defender-se, foi sempre um esportista exemplar, com um respeito genuíno pelos adversários.

Tive o grande privilégio de conhecê-lo em diversas ocasiões. Em 2016, já como presidente da FIFA, estivemos lado a lado na estreia do filme de Pelé, que me fez lembrar de quando sentei ao lado do meu pai em 1981 quando ele me trouxe para assistir “Escape to Victory” em que Pelé estrelou ao lado de Silvester Stallone e outros atores famosos.

Eu tinha 11 anos e meu pai me dizia que Pelé era um grande jogador. O gol fantástico que marcou naquele filme foi a única forma, naquele momento, de vislumbrar as suas incríveis habilidades.

Os momentos passados com ele ficarão para sempre na minha memória e no meu coração.

Pelé tinha uma presença magnética e, quando você estava com ele, o resto do mundo parava.
Sua vida é mais do que futebol. Ele mudou as percepções para melhor no Brasil, na América do Sul e no mundo.

Seu legado é impossível de resumir em palavras.

Aos familiares e amigos, à CBF, ao Brasil e a todos os torcedores que tanto o amavam, expresso minhas sinceras condolências.

Hoje, todos nós lamentamos a perda da presença física do nosso querido Pelé, mas ele alcançou a imortalidade há muito tempo e por isso estará conosco por toda a eternidade”.

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FONTE: TRIBUNA DE MINAS