Rolou no último domingo (18) a primeira edição no Brasil do Knotfest no Anhembi, em São Paulo. Além da banda que encabeça o festival, Slipknot, também se apresentaram Judas Priest, Bring Me The Horizon, Mr. Bungle, Pantera, Sepultura e mais. A edição brasileira contou com dois palcos e o público brasileiro pôde ter uma sensação única de um festival que atende os mais diversos fãs de metal. Confira o que rolou em alguns shows do festival a seguir:
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Black Pantera
A abertura do dia de trabalhos intensos ficou por conta das bandas brasileiras do line-up, com Black Pantera subindo ao palco às 11h para um set curto, porém intenso e com público fiel, mandando o recado sobre quem acredita em “poder branco”. A banda foi recrutada para substituir os norte-americanos do Motionless In White, que cancelaram os shows no país de última hora por motivos de saúde entre os membros da banda e da equipe da turnê.

Durante o evento, os caras ainda tiveram a honra de serem “apadrinhados” pelo incrível Mike Patton e os demais integrantes do Mr. Bungle.
Project46
Com a bandeira LGBTQIA+ no palco, a banda mostrou a habilidade de controle do público, que obedeceu quando o vocalista Caio MacBeserra fez um esquenta pro show do Slipknot mandando todos ajoelharem para depois pular e depois abriram uma wall of death aos comandos do frontman.
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Vended
Eles reuniram um público mais jovem. Griffin Taylor mostrou todo o potencial, lembrando o pai, Corey Taylor, na qualidade vocal, boa presença de palco e boca suja, sem pronunciar uma frase sequer sem soltar três ou quatro “fucking” no meio. Ainda que o restante da banda seja parada, com melhorias necessárias no quesito performance, o som enérgico do Vended mostrou o potencial e a promessa dos garotos de voltar ao Brasil certamente encontrará público para se concretizar.
Sepultura
Com alguns minutos de atraso para aguardar a decisão da Copa do Mundo, que atrapalhava a locomoção entre os palcos pela quantidade de metalheads vidrados no jogo, transmitido ao vivo na área entre ambos os palcos em um telão, o Sepultura reuniu um público gigantesco Carnival Stage para encerrar o ano em grande estilo. O show contou com uma série de participações especiais. O primeiro a subir no palco foi Scott Ian, logo na quarta música do repertório.

O guitarrista do Anthrax, que se apresentaria na sequência com o Mr. Bungle, reeditou a parceria presente no álbum de covers de lockdown “SepulQuarta” ao tocar “Cut-Throat” com o grupo.
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Scott Ian tocando “Cut-Throat” com o Sepultura no Knotfest Brasil. O guitarrista do Anthrax agora se apresenta no evento com o Mr. Bungle. Vídeo de Guilherme Góes em cobertura para o site. pic.twitter.com/xKS7UjQ2ky
— Igor Miranda (@igormirandasite) December 18, 2022
Na segunda parte do set, o vocalista e guitarrista do Trivium, Matt Heafy, performou “Slave New World” com a banda. A parceria na música em questão também foi registrada anteriormente para o “SepulQuarta”.
Os coros de “Sepultura, Sepultura” foram entoados em todas as oportunidades.
Pantera
Na reta final do Carnival Stage, a reunião tributo do Pantera trouxe outra multidão: as pessoas chegavam correndo, com os braços para o alto, em clima festivo pela experiência, cantando todas as letras e pulando. Apenas com Phil Anselmo da formação original presente, uma vez que Rex Brown tenha se ausentado da turnê após contrair COVID-19 e foi substituído temporariamente por Derek Engemann.
O resultado ao vivo desse retorno da discografia da banda aos palcos é musicalmente irresistível: Anselmo segue com vocais inconfundíveis e em plena forma, enquanto os convidados Zakk Wylde e Charlie Benante honram o legado sem perder a própria personalidade no processo.
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O setlist, assim como foi no Knofest do Chile, estava focado nos álbuns “Vulgar Display of Power” (1992) e “Far Beyond Driven” (1994), verdadeiros clássicos da banda.
Judas Priest
Os veteranos do Judas Priest chegaram com a veia clássica que faltava no line-up até então com suas roupas de couro, refrões grandiosos, solo de bateria e 50 anos de estrada, atraindo uma multidão ao Carnival Stage.

A banda prometeu uma viagem no tempo pela história da banda, e entregou. “Firepower”, o álbum mais recente, é de 2018, mas além de cantar algumas canções deste, o momento foi mesmo para celebrar as “bodas de ouro” do grupo no heavy metal. O show abraçou todas as fases do grupo, mas focou, obviamente, em seus grandes clássicos.
Bring me the Horizon
Com a galera nas mãos, o show da banda foi um desfiles de hits e deixou ainda mais claro que o tamanho da banda hoje – gigante – é inquestionável! Olhava-se ao redor via todo mundo cantando junto, numa sintonia que entregava que a noite perfeita estava acontecendo sim! Em vários momentos, chegava a ser difícil ouvir Oli cantando devido ao coro que ecoava no local.
Com um palco robusto, projeções em vídeo que hipnotizavam até o mais reticente dos metaleiros e um som nítido, o Bring Me The Horizon se consolidou de vez como uma das melhores atrações do festival.

Slipknot
Se tem uma coisa que nunca dá as caras em um show dos americanos é a decepção. Com um setlist que abraçou todas as fases da banda, o Slipknot já não faz mais um show e sim um culto. Corey Taylor sabe disso e comanda a “oração” com uma segurança que impressiona. Cada pedido é uma ordem e isso torna a experiência ainda mais intensa, catártica. E no final, todo mundo sai suado, feliz e com a certeza de que, se a banda resolvesse tocar noite adentro, ninguém ia reclamar, muito pelo contrário.

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No setlist equilibrado entre passado e presente, não faltaram clássicos, muito celebrados pelo público. “Não importa se você nos acompanha há 20 anos ou 20 minutos, aqui somos uma família”, garantiu Corey Taylor. Com palco grandioso e efeitos de fogo, a banda entregou uma performance visceral, que justifica a fascinação do público apaixonado no Brasil e a importância do nome do Slipknot no metal atual. Com a promessa de um retorno, a banda encerrou a noite com fogos de artifício e a expectativa de novas edições do festival por aqui.







