Por: William Dolavale e Iasmim Cúgola

Há 47 anos atrás, no dia 20 de janeiro de 1976, foi plantada a semente do que hoje é a nossa querida Mocidade Independente das Abelhas. Inspirado por uma brincadeira de criança, nosso saudoso Edgar dos Santos, carinhosamente chamado de “Caixote” deu início a primeira compra de instrumentos, que naquela época daria a vida a um pequeno bloco. Infelizmente no primeiro desfile como escola, ele já não estava mais presente.
A saudade até hoje nos invade, mas sabemos que a escola não vive apenas quando está na avenida encantando a todos com plumas e purpurina. Ela vive em nossos corações e sua alegria nos acompanha a cada dia quando desfilamos na grande passarela que é a vida.
Lembremos sempre do arrepio que provoca a bateria, da emoção que aflora quando o surdo é tocado.
Abelha é história viva, que pulsa, e faz parte da vida daqueles que verdadeiramente amam o carnaval biquense.
E nesta data tão especial, com muitas saudades, lembramos das Abelhas. Os moradores do tradicional bairro de Bicas, Campo do Leopoldina no dia de hoje já estariam com tudo pronto para o grande desfile na avenida. Bateria impecável, samba no pé não faltava, a união que tinham era espetacular. Que saudade! Que alegria! Que tristeza, a gente sente de não vermos as Abelhas no carnaval de Bicas. Dói demais na gente, imagina para a comunidade do Campo do Leopoldina onde as Abelhas faziam, e fazem parte de suas vidas. Agora, só nas fotos, vídeos, nas nossas mentes e em nossos corações. Mas, uma coisa tenho certeza, as Abelhas ainda estará um dia na avenida. Pessoas no bairro tem capacidade para isso, basta todos apoiarem. Parabéns a todos da Comunidade das Abelhas, pelos 47 anos, sempre vai ter ZUM ZUM ZUM da bateria.











