Oito são indiciados por crimes diversos e incêndio em ônibus na Vila Esperança II

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A Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga uma abordagem policial ocorrida em agosto do ano passado no Bairro Vila Esperança II, na Zona Norte de Juiz de Fora. No total, oito pessoas foram indiciadas, sendo sete delas por desacato, desobediência, resistência e ameaça, e uma pelo incêndio ocorrido em um coletivo. Além disso, um adolescente de 17 anos também foi identificado por ajudar a colocar fogo no ônibus. A apuração foi detalhada pelo titular da 3ª Delegacia da Polícia Civil em Juiz de Fora, Rodolfo Rolli, durante entrevista coletiva à imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (13).

De acordo com o delegado, todos os suspeitos possuem passagem anterior pela polícia por tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, homicídio, tentativa de homicídio e roubo a mão armada. No momento, a Polícia Civil aguarda apenas um laudo que irá apontar se as imagens de uma câmera de segurança, que circularam na época da ocorrência, foram adulteradas.

O caso em questão ocorreu no dia 14 de agosto, durante uma abordagem policial no bairro. Na ocasião, imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que policiais militares (PM) armados abordaram seis homens parados na calçada e ordenaram que encostassem na parede. Diante de reações hostis e possíveis ameaças, um policial disparou uma bala de borracha, que atingiu o rosto de um dos suspeitos.

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A situação causou revolta entre os moradores e, no meio da confusão, um militar teria tentado evitar uma possível agressão jogando um pneu contra outro abordado, que caiu inerte no chão após ter sido atingido na cabeça.

Sobre a conduta dos policiais militares durante a ação, o delegado informou que a investigação está a cargo da Justiça Militar.

Incêndio em ônibus

Mais tarde, naquele mesmo dia, os bombeiros registraram um incêndio em um coletivo na Rua Custódio Lopes de Mattos. Os passageiros foram obrigados a desembarcar e, em seguida, um grupo ateou fogo. A ação teria contado com barricadas e ruas interditadas e teria sido uma resposta à ação militar.

Conforme Rolli, os suspeitos de causarem o incêndio, um homem e um adolescente, teriam seguido ordens do crime organizado. A identificação foi possível a partir da apreensão do celular de um dos envolvidos, onde mensagens indicam a ordem enviada por supostos traficantes.

FONTE: TRIBUNA DE MINAS