Depoimento e contas zeradas: o que há de novo no caso dos investimentos de ex-jogadores do Palmeiras | Finanças

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Um dia depois do caso dos investimentos frustrados de mais de R$ 10 milhões em criptoativos dos ex-companheiros de Palmeiras Gustavo Scarpa e Mayke vir à tona, os processos judiciais dos jogadores seguem se movimentando na Justiça de São Paulo.

Novidades divulgadas sobre o caso apontam que as empresas envolvidas e sócios delas, incluindo o atacante Willian Bigode (ex-colega de Palmeiras da dupla e hoje jogador do Fluminense), tiveram contas verificadas e bloqueadas (e posteriormente, desbloqueadas) após decisões.

A Justiça autorizou a busca e o bloqueio de contas das empresas envolvidas e de seus sócios, incluindo Willian. Segundo o site “UOL”, as contas da Xland estariam zeradas e as da WLJC, com R$ 3 mil. Outros R$ 70 mil de sócios da Xland também foram bloqueados.

Posteriormente, uma decisão judicial desbloqueou as contas do atacante Willian Bigode e de outros sócios da WLJC sob justificativa de “necessidade do aprofundamento de provas” e questões de responsabilidade.

Willian prestou depoimento à Polícia Civil de São Paulo na última quinta-feira. Ele confirmou que comentou sobre a empresa com Scarpa e Mayke, mas diz que não recebeu qualquer vantagem financeira pelos investimentos.

A WLJC, da qual Willian é sócio, afirmou em nota que não é uma corretora e apenas presta serviços de planejamento financeiro a Mayke. A empresa diz que prestou informações sobre a Xland a Scarpa, mas o investimento e a relação contratual da dupla foi feito diretamente com a corretora de criptoativos.

Já a Xland atribui o caso a problemas com a corretora americana FTX e exime Willian de responsabilidade. Sobre os processos judiciais, a empresa diz que seu jurídico respeitará a ordem do processo legal e comprovará a licitude de suas atividades.

Scarpa e Mayke processam três empresas enquanto tentam reaver R$ 10 milhões, investidos em criptoativos — Foto: Photospirit por Pixabay

Scarpa e Mayke processam três empresas (Xland, WLJC e Soluções Tecnologia Eireli, intermediária de pagamento) enquanto tentam reaver mais de R$ 10 milhões investidos em criptoativos, sob promessas de retornos de 3,5% a 5%. Scarpa diz que investiu R$ 6,3 milhões e Mayke, pouco mais de R$ 4 milhões.

Segundo o site UOL, por decisão do juiz Christopher Alexander Roisin, da 14ª Vara Cível de São Paulo, foram realizadas buscas nas contas da Xland, empresa onde foram realizados os investimentos de Mayke e Gustavo Scarpa, e na WLJC, consultoria financeira da qual Willian é sócio. Na conta da primeira, não foram encontrados valores, enquanto na da segunda, foram encontrados R$ 3 mil.

A Justiça teria bloqueado R$ 70 mil das contas de sócios da Xland, além das contas das outras empresas e de seus sócios envolvidos, incluindo Willian. Posteriormente, uma decisão desbloqueou as contas do atacante Willian Bigode, hoje no Fluminense, e dos demais sócios da WLJC, envolvidos nas ações judiciais sob a acusação de direcionar a dupla, com quem Bigode dividiu vestiário no clube, aos investimentos na corretora Xland.

A decisão, noticiada inicialmente pelo site GE, foi do juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, onde corre a ação de Scarpa. O magistrado a justifica com a necessidade do aprofundamento de provas e questões de responsabilidade, já que o meia não tem contrato com a WLCJ.

Em boletim de ocorrência registrado em novembro do ano passado, os jogadores relataram ter recebido uma promessa de retornos de 3,5% a 5% e que investiram “por indicação e confiança depositada” em Willian.

FONTE: GLOBO.COM