Agrishow foi infeliz em convidar Bolsonaro, diz ministro do Desenvolvimento Agrário | Política

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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), criticou neste sábado (29) a Agrishow, feira promovida pelo agronegócio em Ribeirão Preto, no interior paulista, por convidar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A presença de Bolsonaro gerou mal-estar com o governo federal e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi desconvidado a participar da abertura da feira, no dia 1º de maio, por conta da participação do ex-presidente.

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“[Foi] Infeliz [a Agrishow] convidar o Bolsonaro. Bolsonaro ficou quatro anos na Presidência da República e criou desordem no Brasil. Agora que deixou… Já não fez nada como presidente… Como ex-presidente… Ele que se coloque no lugar dele”, afirmou Teixeira, ao falar com a imprensa durante um evento promovido pelo MST na capital paulista neste sábado.

O governo federal ameaçou cancelar o patrocínio do Banco do Brasil à Agrishow. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, disse que o evento perde a característica institucional ao desconvidar Fávaro e convidar Bolsonaro e que, por isso, não se justifica o patrocínio. O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, também contestou o patrocínio.

A informação de que o patrocínio seria cancelado foi anunciada por Paulo Pimenta, na noite de sexta-feira (28). Em nota ao Valor, o Banco do Brasil afirmou que “estará presente na Agrishow por meio de sua atuação comercial para realização de negócios e atendimento aos seus clientes. O Banco do Brasil tomará as medidas cabíveis se, durante a feira, houver qualquer desvio das finalidades negociais previstas”.

Bolsonaro e Tarcísio de Freitas

A participação de Bolsonaro na feira, ao lado do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será o primeiro evento político do ex-presidente desde que retornou dos Estados Unidos ao Brasil, no fim de março.

Líder nacional do MST, João Pedro Stédile classificou o convite a Bolsonaro pela Agrishow como um “tiro no pé” e uma “estupidez”. “Foi um tiro no pé do agronegócio nacional”, afirmou à imprensa. “Eles deram um tiro no pé ao ofender o ministro. Uma estupidez”, disse Stédile. “Foi ofensivo o que fizeram e fizeram uma demonstração clara de com quem eles estão ideologicamente”, afirmou. “Fizeram um favor para nós. Ajudaram o [Carlos] Fávaro a entender que não adianta dialogar com esse setor do agronegócio reacionário”, afirmou o dirigente.

Paulo Teixeira participa neste sábado de um evento promovido pelo MST em São Paulo, ao lado do ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). O ato foi organizado para divulgar a 4ª edição da feira nacional da reforma agrária, que será realizada pelo MST na capital paulista em maio, e também para marcar o lançamento da cozinha escola “Para Brilhar Dona Ilda Martins”.

Agrishow, feira promovida pelo agronegócio em Ribeirão Preto — Foto: Divulgação

FONTE: GLOBO.COM