Mercedes-Benz vai suspender contratos de 1.200 trabalhadores de São Bernardo | Empresas

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A Mercedes-Benz vai suspender temporariamente os contratos de trabalho de 1.200 metalúrgicos na planta de São Bernardo do Campo (ABC) a partir de maio. O lay-off foi aprovado pelos profissionais em assembleia na tarde desta quinta-feira.

A suspensão será por até três meses. Entre os motivos da parada estão queda da produção, falta de peças e altas taxas de juros no país, conforme comunicado da empresa distribuído aos trabalhadores no início de abril, quando a montadora anunciou férias coletivas para 300 profissionais, produção em apenas um turno e semana mais curta.

A planta de São Bernardo tem hoje 8.000 profissionais, dos quais 6.000 integram a produção.

Segundo Sandro Vitoriano, um dos dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, durante as suspensão dos contratos, os trabalhadores vão receber 100% do salário líquido e passarão por um curso de formação profissional.

“É importante ressaltar que todos esses trabalhadores têm garantia de retorno para a fábrica”, diz. Aos trabalhadores, Vitoriano afirmou que quem entrar neste lay-off não participará de um próximo, caso haja essa necessidade.

O sindicato também afirma que a mudança na estrutura de produção está ligada ao protocolo Euro 6, um conjunto de normas regulamentadoras sobre emissão de poluentes para motores a diesel, que tem impactado o mercado, elevando o custo dos caminhões desde 2022.

Em setembro de 2022, a montadora anunciou a demissão de 3.600 trabalhadores, o que fez a categoria aprovar greve por três dias. Na ocasião, seriam desligados 2.200 funcionários diretos e 1.400 terceirizados para reestruturação da unidade. Além disso, diversos setores seriam terceirizados e contratos de trabalho válidos até dezembro não seriam renovados.

Inaugurada em 1956, a unidade é a maior planta da empresa fora da Alemanha. Na época, a montadora afirmou que as demissões faziam parte de um processo de reestruturação para concentrar esforços no que é demandado pelo mercado atualmente.

Mercedes-Benz — Foto: Bloomberg

FONTE: GLOBO.COM