Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid tem demonstrado disposição em confessar à Justiça o seu envolvimento no caso da venda e recompra de joias recebidas como presentes oficiais pelo governo passado.
Apesar de a defesa do militar já ter declarado que ele não fará um acordo de delação premiada, não se descarta a formalização de uma eventual confissão. A diferença, nesse caso, é que ele assumiria a sua responsabilidade, sem necessariamente entregar outros envolvidos no esquema.
O assunto tem sido tratado com reserva pela Polícia Federal (PF). Fontes ligadas à investigação evitam dar detalhes, mas confirmam que Mauro Cid “está falando”.
Desde a semana passada, ele já prestou dois depoimentos. Ele também deve ser ouvido na quinta-feira, quando outros envolvidos no caso, entre eles Bolsonaro, serão inquiridos simultaneamente.
Nesta segunda-feira, o tenente-coronel foi ouvido por cerca de dez horas. Inicialmente, a informação é que ele seria questionado sobre o inquérito que investiga a possível contratação do hacker Walter Delgatti para forjar a invasão de urnas eletrônicas.
Na última sexta-feira, Mauro Cid já havia passado mais de seis horas depondo à PF, supostamente sobre as declarações de Delgatti.
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro está preso numa instalação do Exército desde o início de maio sob suspeita de fraudar cartões de vacina contra a covid-19. Ele também é investigado por troca de mensagens com teor golpista, além do caso das joias.
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