Enquanto a causa dos incêndios mortais em Maui, no Havaí, continua sob investigação, advogados estão enviando especialistas para a ilha para procurar entre as linhas elétricas a possível fonte do início da propagação do fogo.
Eles disseram que estão coletando evidências, entrevistando testemunhas e revisando relatórios que indicam que a infraestrutura de energia com defeito, de propriedade da Hawaiian Electric Industries Inc., criou a faísca que se transformou em chamas.
“Todas as evidências – vídeos, relatos de testemunhas, dados sobre a progressão da queima e utilitários remanescentes – apontam para o equipamento da Hawaiian Electric como a fonte de ignição do incêndio que devastou Lahaina”, disse Mikal Watts, advogado de banca Watts Guerra, que já ganhou milhões de dólares em acordos em outros casos de incêndios florestais, inclusive contra a gigante da Califórnia, PG&E Corp.
A Hawaiian Electric disse não ter informação sobre o que causou o incêndio, de acordo com um e-mail do porta-voz Darren Pai. “O acesso à área impactada também é limitado por razão de segurança”, disse. “Depois que essa fase de emergência tiver acabado, trabalharemos com o Condado e outros para investigar o que aconteceu em Maui”.
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A investigação pode levar semanas ou meses para determinar a causa oficial. Neste sábado, os trabalhadores que atuam em emergências continuaram a cavar entre as cinzas e os escombros, com a contagem oficial de mortos nos incêndios subindo para 80.
A concessionária disse, no início desta semana, que fortes ventos derrubaram linhas de energia elétrica e quebraram postes de energia antes das chamas. Contudo, a empresa recebe críticas por não ter desligado a energia, mesmo após os avisos de condições críticas devido à previsão de ventos secos e fortes.
Incêndio nas ilhas Mauí, no Havaí — Foto: Zeke Kalua/Condado de Mauí via AP







