O novo terminal de passageiros do aeroporto de Congonhas (SP), uma das obrigações da nova concessionária Aena, deverá ficar pronto até 2028, mas ainda não há uma definição sobre como será o formato do terminal. O anteprojeto deverá ser entregue à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) até dezembro, segundo Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil.
“Estudamos 27 alternativas [de desenho]. Mas ainda não há uma previsão detalhada”, disse ele, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (25).
A previsão da companhia é que a atual área destinada a terminais de passageiros praticamente dobre, chegando a cerca de 80 mil metros quadrados. As pontes de embarque, que hoje são 12, deverão ser substituídas por 20 novas pontes, ao fim da concessão.
“O desafio é fazer esse faseamento com menor impacto possível”, afirmou.
Os projetos em estudo pela companhia também preveem a possível reversão de áreas para embarques internacionais. No entanto, a oferta de voos para fora do Brasil dependerá da demanda de companhias aéreas, segundo Yus. “Pessoalmente acredito que faz sentido, mas no curto prazo dificilmente acontecerá.”
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O executivo também destacou que não há perspectiva de voos internacionais com aviões de maior porte, e que a ideia seria oferecer conexões na América Latina, em voos de distância menor.
Além do terminal de passageiros, outra intervenção relevante que deverá ser realizada é a ampliação da distância entre a pista de pouso e decolagem e as pistas de táxi, que hoje é menor do que o exigido pelo regulador.
Como o prazo para a entrega das principais intervenções em Congonhas é apenas em 2028, a companhia planeja fazer melhorias de curto prazo. “Até 2024 devemos fazer ações de melhoria imediata. Hoje a sala de embarque remoto está saturada, devemos fazer também a revitalização da fachada, das vias de acesso, reforma de banheiros. Algumas oportunidades que podem melhorar a qualidade até que a solução definitiva esteja implementada”, disse Yus.
A nova concessionária deverá assumir o terminal paulistano em 17 de outubro. Já os demais 10 aeroportos incluídos no bloco da concessão deverão ter início da operação entre outubro de fim de novembro. Para estes, o prazo máximo para a entrega das principais obras é até 2026.
Questionado sobre a manutenção da aviação executiva em Congonhas, Yus disse que a modalidade vai continuar “de alguma forma”. “Estamos contando com a aviação executiva, temos tido reuniões com a Abag [associação do setor] e operadores individualmente, nossa ideia é ter continuidade sim, mas tem que avaliar em qual superfície poderão operar. Temos que fazer estudo de qual aeronave vai ser permitida. Estamos em conversa, mas aviação executiva vai continuar de alguma forma”, afirmou.
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