Bolsas da Europa fecham em alta apoiadas por dados de inflação | Finanças

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As bolsas europeias encerraram o pregão desta sexta-feira (29) em alta, apoiadas pela desaceleração do índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro em setembro. O dado sugeriu menos necessidade por aperto monetário do Banco Central Europeu (BCE) e apoiou a busca por risco. No entanto, a alta de hoje não foi suficiente para impedir uma queda semanal.

O índice Stoxx 600, que compila ações de 17 mercados europeus, fechou em alta de 0,38%, mas caiu 0,67% nesta semana, a 450,22 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve avanço diário de 0,41% e queda semanal de 1,10%, a 15.386,58 pontos. Já em Londres, o FTSE 100 subiu 0,08%, hoje, e caiu 1,09% na semana, encerrando o período com 7.608,08 pontos. Por fim, o CAC 40, da bolsa parisiense, teve alta de 0,26% nesta sexta-feira e caiu 0,77% na semana, aos 7.135,06 pontos.

No acumulado de setembro, o Stoxx 600 recuou 1,74%. Já o DAX teve baixa de 3,51% e o CAC 40, de 2,48%. A bolsa britânica teve um desempenho melhor no mês e o FTSE 100 terminou setembro com ganhos de 1,09%.

Hoje, o principal driver do mercado foi a melhora da inflação na zona do euro. Segundo leitura preliminar deste mês, o CPI do bloco desacelerou de 5,2% a 4,3% em base anual, ficando abaixo da estimativa de 4,5%. Já o CPI da França acelerou em setembro, para 4,9%, mas também veio abaixo da alta esperada de 5%.

Presidente do Banco da França e membro do grupo que a decide a política monetária do BCE, François Villeroy de Galhau afirmou que os dados apoiam a visão da entidade de que a inflação europeia convergirá à meta de 2% em 2025.

“Isso, provavelmente, é o início de um declínio acelerado na inflação da zona do euro, especialmente nos preços do núcleo”, projeta Claus Vistesen, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics para o bloco europeu. Ele, no entanto, alerta que há riscos de alta no curto prazo, por conta do aumento dos custos de energia, alimentados pela alta global do petróleo a níveis próximos de US$ 100 por barril.

Prédio da Euronext em Paris, a bolsa da capital francesa e casa do índice CAC 40 — Foto: Divulgação
Prédio da Euronext em Paris, a bolsa da capital francesa e casa do índice CAC 40 — Foto: Divulgação

FONTE: GLOBO.COM