O desempenho do setor de commodities impulsionou atipicamente a arrecadação federal em 2022 e esse movimento não deve se repetir neste calendário, afirmou nesta quinta-feira o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias.
“A desaceleração [da arrecadação] é [calculada] em relação ao ano passado, quando tivemos fatores atípicos”, disse em entrevista coletiva para comentar os dados das receitas da União referentes a agosto, divulgados mais cedo pela Receita Federal.
Na entrevista, Malaquias destacou que a queda da arrecadação neste ano pode ser explicada também pelo aumento das compensações tributárias. Somente as compensações relacionadas a PIS/Cofins cresceram, na comparação com os oito primeiros meses de 2022, aproximadamente R$ 10 bilhões.
“O valor bruto da arrecadação é diminuído por causa desses efeitos creditórios”, afirmou.
Segundo ele, a queda da arrecadação “não significa que está havendo desaceleração da atividade econômica, porque os débitos estão sendo apurados, mas os pagamentos não estão sendo feitos em espécie, e sim em direitos creditórios”.
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