A tecnologia e a conectividade estão alcançando uma nova era, na qual o grau de maturidade da inteligência artificial (IA) vai permitir que as máquinas criem, testem e refinem dados inéditos. Com os dados em nuvem e a ampliação do alcance da internet, os dispositivos inteligentes ligados à rede t serão capazes de agir com autonomia total — e aprender com as experiências. Esse cenário produz enormes oportunidades, dos quais as organizações podem se beneficiar, principalmente se contarem com o suporte de empresas especializadas, capazes de construir ecossistemas de soluções integradas e personalizadas de acordo com cada demanda.
Para o escritor e empreendedor Chris Anderson, esse é o panorama atual da evolução das ferramentas capazes de apoiar as organizações em específico, e a sociedade em geral, em sua jornada em direção ao futuro. “A internet facilitou a criação e a distribuição de conteúdo de nicho. Mas a produção ainda estava limitada ao número de pessoas realizando essa atividade”, afirma. “Com a IA, a ‘cauda longa’ se torna ‘cauda infinita’. Qualquer conteúdo de nicho pode ser criado e distribuído de graça pela IA na internet”, diz ele, fazendo referência a Cauda Longa (2006), seu livro mais conhecido e uma das obras mais influentes nos negócios de todos os tempos.
Anderson é o keynote speaker do “Summit: O próximo nível dos negócios. Como as novas tecnologias e a inteligência artificial habilitam o futuro”, apresentado pela Embratel, em parceria com o Valor. Exclusivo para convidados, o evento acontece em São Paulo no dia 17 de outubro. No final do mesmo mês, uma versão do talk show será disponibilizada no YouTube e site do jornal.
Também participam do evento o advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos e o diretor executivo de Marketing e Negócios da Embratel, Marcello Miguel. A mediação fica a cargo do colunista do Globo e da CBN Pedro Doria.
Essa será a segunda vez neste ano que a Embratel traz uma grande autoridade internacional da tecnologia para debater os rumos dos negócios e da sociedade. Em março, o convidado foi Bruce Schneier, considerado o guru da cibersegurança e uma das principais vozes da inovação.
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Nascido em Londres em 1961, Chris Anderson se mudou com a família para os Estados Unidos aos 5 anos. Cursou Física na Universidade George Washington e foi editor das revistas Nature e Science antes de se juntar à redação da The Economist, em 1994. Em 2001, passou a comandar a Wired. Em 2009, criou a 3D Robotics, especializada em construir drones para empresas.
Sua apresentação abordará o tema “IA e a transformação dos modelos de negócios”. Para ele, a tecnologia vai levar os negócios para o próximo nível:
“O que a IA faz é ler todos os livros, ver todos os filmes, analisar todas as conversas. Com a capacidade de criar dados, gerando um volume infinito de informações que nunca foram escritas nem vistas. É a era dos dados sintéticos, que podem contribuir em muito para a produtividade humana.”
Nesse sentido, as companhias que atuam como habilitadoras têm potencial para acelerar a adoção das novas aplicações tecnológicas nos negócios, ele argumenta. “Estamos na fundação da nova era da IA, que será marcada pela existência de aplicações para cada setor da economia. Esta é uma grande oportunidade para companhias especialistas, capazes de aplicar tecnologias genéricas para domínios específicos.”
São muitas as ferramentas que se somam para criar esse cenário. A nuvem, por exemplo, tende a facilitar o acesso à IA. “Os modelos de IA tendem a se tornar menores, mais leves, você vai poder rodar no laptop, no smartphone. A próxima fase da IA vai acontecer em nuvem, em nível local”.
Esse salto vai acontecer com apoio da conectividade 5G. “Estamos em processo acelerado de conectar o mundo”, argumenta Chris. “Mas vamos precisar de todo o cuidado com a cibersegurança. Vivemos neste momento uma corrida armamentista, em que a IA é utilizada tanto para criar novas modalidades de ataques quanto ferramentas mais sofisticadas de defesa”.
Já a internet das coisas (IoT) tende a se unir à computação de borda para alcançar o que o escritor chama de “dispositivos de borda conectados”. “Já temos aparelhos ligados à internet em nossas casas, nas empresas, nas ruas. Mas o cenário vai ficar realmente interessante quando estes dispositivos conectados forem inteligentes e capazes de aprender localmente.” Será então o início de uma verdadeira transformação de como vivemos nas cidades.







