Bitcoin acumula queda de 2,1% na semana, mas analistas seguem otimistas | Criptomoedas

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O bitcoin (BTC) opera em alta e o ether (ETH) continua em queda nesta sexta-feira (17). As duas maiores criptomoedas do mundo acumulam perdas de 2,1% e 6,8% respectivamente em um período de sete dias. No radar, uma realização de lucros liderada pelos mineradores de criptoativos tem freado o ímpeto de alta do mercado depois do bitcoin disparar de US$ 28 mil para US$ 38 mil em pouco mais de duas semanas.

Na próxima semana, o destaque da agenda macroeconômica é a divulgação da ata da última decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) na terça-feira (21) às 16h (horário de Brasília). O documento pode trazer maior clareza a respeito dos próximos passos do Federal Reserve na condução da política monetária dos Estados Unidos.

Segundo Rony Szuster, analista do MB, na última terça (14) o dado da inflação dos EUA relativo a outubro foi positivo por vir menor do que o que os economistas previam. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) ficou estável, ante expectativa de um crescimento de 0,1%. “É uma notícia muito boa para os mercados de risco, e principalmente para os criptoativos. A expectativa para a última reunião do Fomc, em dezembro, está quase consensual em torno de uma manutenção dos juros americanos no atual patamar de 5,25% a 5,5% ao ano”, afirma.

Perto das 18h04, o bitcoin tem alta de 1,3% em 24 horas, cotado a US$ 36.520 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, cai 0,8% a US$ 1.944, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 1,43 trilhão. Em reais, o bitcoin registra valorização de 1,98% a R$ 179.876, enquanto o ether registra leve variação negativa de 0,05% a R$ 9.618, de acordo com valores fornecidos pelo MB.

Em Wall Street, o índice Dow Jones teve leve variação positiva de 0,01% a 34.947 pontos, o S&P 500 subiu 0,13% a 4.514 pontos e o Nasdaq, focado em empresas de tecnologia, teve leve variação positiva de 0,08% a 14.125 pontos.

Antonio Bertuccio, head de estratégias da iVi Technologies, afirma que os meses de outubro e novembro estão recompensando os investidores de cripto que aguardavam uma alta nos criptoativos. “A narrativa da aprovação do primeiro [fundo negociado em bolsa] ETF de Bitcoin à vista é praticamente uma realidade, porém foi postergada para janeiro de 2024, razão por que alguns projetos tiveram uma realização da alta recente”, argumenta.

Já Bernardo Bonjean, fundador da Metrix, destaca que diversos indicadores de bitcoin começaram a apontar para um aquecimento do mercado. “Atualmente, 81% das carteiras que detém BTC estão no lucro e o lucro médio dos investidores de BTC chegou a 73%. Estes são os maiores percentuais desde março de 2022, quando o Fed começou o ciclo de alta de juros nos EUA”, diz. “Entretanto, historicamente o bitcoin conseguiu prolongar o período de alta a despeito desses indicadores.”

Em seu relatório Binance Bytes, a equipe de análise da maior exchange cripto do mundo revela que o valor total bloqueado (TLV) no setor de finanças descentralizadas (DeFi) teve uma leve queda de 0,89% na comparação semanal, chegando a US$ 45,75 bilhões, sendo que 54,2% deste montante está no Ethereum. Já o Índice Medo e Ganância (Fear & Greed) ficou em 71 pontos, indicando que o apetite por risco no mercado cripto continua elevado – valores acima de 50 mostram predominância da ganância e valores abaixo denotam prevalência do medo entre os investidores.

Do lado das altcoins, Szuster lembra que a semana foi marcada pelo anúncio da criação de uma blockchain da corretora de criptomoedas OKX, seguindo o exemplo da Coinbase. A rede será uma segunda camada do protocolo Polygon e, aparentemente, será chamada X1. “A ideia é lançá-la para competir com a Base, da Coinbase. Depois do anúncio deste lançamento em fase de testes, a Kraken também manifestou desejo de lançar uma solução de segunda camada”, comenta.

Por fim, a Avalanche fechou uma parceria com o JP Morgan para a unidade de ativos digitais do banco americano, algo que levou o token nativo da rede, o AVAX, a disparar 52,9% nos últimos sete dias, ao patamar de US$ 21,50. Quem também subiu muito foi a criptomoeda meme Dogecoin (DOGE) em meio a notícias de que a Astrobotic lançará moedas físicas representando os tokens DOGE para serem transportadas no foguete Vulcan Centaur, da United Launch Alliance (ULA), no dia 23 de dezembro. A dogecoin teve alta de 11,8% nos últimos sete dias, a US$ 0,083.

FONTE: GLOBO.COM