A edição argentina do Guia Michelin, lançada nesta sexta-feira (24) e que contempla restaurantes de Buenos Aires e Mendoza, premiou os jovens talentos da gastronomia do país.
E pra quem se acostumou a associar as icônicas estrelas a chefes como Paul Bocuse (1926-2018) e Daniel Boulud, que ganharam suas primeiras estrelas beirando os 40 anos, pode se assustar com a láurea sendo distribuída para chefs que têm em torno de 20 anos – caso de Tomás Treschanski, do restaurante Trescha, de Buenos Aires, que, além de figurar entre os chefes argentinos que receberam a cobiçada estrela do afamado guia, também foi escolhido o chef revelação. Treschanki tem 25 anos.
No total, seis restaurantes argentinos ganharam uma estrela – entre eles a parrilla Don Julio, cujo dono, Pablo Rivero, falou sobre sua trajetória ao Valor – e um ganhou duas: Aramburu, do chef Gonzalo Aramburu. Ainda entram na conta argentina, sete casas agraciadas com a estrela verde – dada a restaurantes que incorporam práticas sustentáceis em seu dia a dia – , sete Bib Gourmand – os restaurantes bons e baratos – e 57 endereços recomendados (42 em Buenos Aires e 15 em Mendoza)
A chegada do prestigiado guia no país reflete o desabrochar das cozinhas argentinas para os novos ares, as novas ideias, que vão além da carne assada em uma grelha e que começou a tomar corpo após o bug do milênio, como se a gastronomia do país vizinho tivesse sofrido um rebut.
E como tudo nesse metiê precisa de amadurecimento, agora os frutos estão sendo colhidos e a geração “colheita tardia” dá lugar à “nouveaux”.
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