O banco suíço Julius Baer espera que o mercado de ações siga em alta até o fim de 2023, principalmente nos EUA, sustentado pela desaceleração da inflação, diminuição dos yields dos Treasuries e de efeitos sazonais, afirma o estrategista-chefe de renda variável do banco, Mathieu Racheter.
Segundo ele, em relatório divulgado a clientes nesta segunda-feira, 20, a previsão de que os mercados acionários sigam em terreno positivo na parte final do ano leva em conta diversos fatores recentes, como a diminuição dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e desaceleração na inflação no mundo ocidental, principalmente nos EUA.
Para o estrategista, os bancos centrais devem acelerar um ciclo de corte das taxas de juros no primeiro semestre do ano que vem.
Um outro fator para a expectativa da alta foi a temporada de lucros do terceiro trimestre. Para o banco, “revelou-se melhor do que o esperado, os resultados bateram as expectativas em 82%, ante 74% da média de 10 anos do S&P 500. Já os lucros surpreenderam em 7,1%, ante 6,6% na mesma comparação’.
Segundo ele, a sazonalidade do quarto trimestre, que historicamente apresenta melhores resultados para empresas, também vai ajudar a deixar os preços das ações em alta.
Para a reta final do ano, a expectativa de Racheter é que as empresas que lideraram as altas até o momento – de TI e comunicações – sigam tendo bom desempenho, apesar de um crescimento econômico mais tímido e de títulos remunerando a taxas mais baixas. Para quem busca menos volatilidade a preços baixos, o Julius Baer indica empresas de assistência de saúde, empresas de serviços essenciais da União Europeia e também as ações suíças.
“Para os investidores que procuram qualidade a preços baixos, os setores defensivos parecem agora atraentes, depois de terem sofrido uma tremenda pressão durante o ano devido às taxas mais elevadas”, disse ele.
O banco diz ainda que o momento é oportuno para a venda de small caps, já que o cenário é de perspectivas desafiantes. Para 2024, é esperada uma oportunidade de rotação para partes mais cíclicas dos mercados, e que os investidores deveriam antecipar um ciclo de queda por volta do meio do ano que vem.
*sob supervisão de Eduardo Magossi







