Os trabalhadores sindicais da Anheuser-Busch InBev votaram esmagadoramente pela autorização de uma greve nas 12 cervejarias americanas da fabricante de bebidas, dizendo que a empresa atrasou a negociação de uma questão contratual importante.
Noventa e nove por cento dos caminhoneiros votaram pela greve na maior cervejaria do mundo se um novo contrato não for garantido até o término do acordo atual, no fim de fevereiro, disse o sindicato em comunicado neste sábado (16).
A categoria reivindica aumento de a salário, melhores benefícios em planos de saúde e aposentadoria, e proteção no trabalho para os mais de 5.000 funcionários da AB InBev. “Se os executivos da Anheuser-Busch não conseguirem agir em conjunto para negociar um acordo que respeite os trabalhadores, vamos vê-los nas ruas”, disse Sean M. O’Brien, presidente da International Brotherhood of Teamsters, o sindicato dos caminhoneiros.
A Teamsters e a cervejaria, que fabrica Budweiser e Stella Artois, chegaram a um acordo provisório para encerrar os cuidados de saúde escalonados e sobre a restauração dos benefícios de saúde dos aposentados, de acordo com o comunicado.
Mas o sindicato afirma que a empresa “atrasou as negociações sobre questões importantes de segurança no emprego desde meados de novembro, apesar dos repetidos pedidos”.
A Anheuser-Busch não respondeu a um pedido de comentário. Não há datas definidas atualmente para negociações, disse o sindicato. A votação dos caminhoneiros ocorre em meio ao ressurgimento do ativismo trabalhista nos EUA. Encorajados pelos mercados de trabalho apertados e agitados pela inflação e pelos riscos assumidos durante a pandemia, os trabalhadores sindicalizados alcançaram uma série de vitórias, inclusive nas três grandes montadoras de Detroit.
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