A Usiminas anunciou hoje (11) que vai desligar o alto-forno 1 da usina de Ipatinga (MG) por causa da concorrência com o alto volume de aço importado da China. O equipamento tem capacidade para produzir 600 mil toneladas por ano de aço.
A Usiminas ainda não definiu uma data específica para o abafamento do alto-forno, mas há expectativa que seja feito até o início do ano que vem.
“O aumento das importações em 50%, principalmente do aço proveniente da China, está devastando a indústria do país e afetando toda a cadeia de produção industrial”, afirmou o presidente da Usiminas, Marcelo Chara.
De acordo com o executivo, a Usiminas vai desligar o alto-forno 1 e “revisar o seu modelo de gestão, com forte foco nas atividades operacionais”.
Recentemente, a Usiminas voltou a operar com o alto-forno 3, que passou por uma reforma que custou à companhia R$ 2,7 bilhões. O equipamento deve atingir a sua capacidade total de produção, de 3 milhões de toneladas de ferro gusa por ano, em breve, segundo a siderúrgica.
“Temos um equipamento pronto para atender as próximas décadas com grande potencial, alta eficiência e desempenho ambiental superior”, acrescentou Chara.
A companhia informou ainda que a coqueria 3 será paralisada definitivamente. A decisão foi tomada para atender a objetivos ambientais da companhia. A companhia investiu aproximadamente R$ 2 bilhões nos últimos anos para melhorar seus padrões ambientais.
A Usiminas com outras siderúrgicas tentam convencer o governo brasileiro a taxar a importação do aço em 25%, que é o percentual já adotado por países da União Europeia, pelos Estados Unidos e México, para barrar a entrada do aço chinês no país. De acordo com as empresas, a produção de aço da China é subsidiado pelo governo do país e chega no Brasil a preços abaixo do custo de produção.
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