O Bairro Granjas Bethânia, Região Nordeste de Juiz de Fora, tem registrado recorrente pela falta de água desde novembro de 2023, de acordo com moradores ouvidos pela Tribuna. A situação é verificada pela comunidade local desde o mês em que uma falha de captação de água em Chapéu D’Uvas afetou diversas partes da cidade, como noticiou o jornal à época. De acordo com o relato de moradores, a diminuição e a falta de água se tornaram frequentes, afetando a vida de quem vive na região e precisa do abastecimento. No início desta semana, o problema foi novamente registrado nas ruas Joaquim de Castro e 9 de julho, e demandou o abastecimento de caminhões-pipa.
De acordo com o morador Asclepíades Pereira de Oliveira, a falta de informação sobre os problemas que causam tal desabastecimento e piora a situação dos moradores, que não conseguem se planejar ou saber quando a situação será resolvida.
“Se tornou um problema intermitente, porque a água cai e logo depois volta a parar. É comum o desabastecimento quando, por exemplo, o consumo de água se torna maior”, comenta. Ainda em novembro, a temperatura em Juiz de Fora atingiu 35 graus, o que fez com que esse desequilíbrio se tornasse ainda mais problemático para os moradores, situação que, entretanto, não acontece atualmente.
“Se isso estivesse acontecendo nos bairros São Mateus ou Estrela Sul, onde as pessoas têm mais poder aquisitivo, esse problema não iria demorar tanto para ser resolvido. Mas aqui é um bairro mais humilde”, desabafa.
Riscos
Ainda de acordo com o relato do morador, a principal medida que tem sido tomada é a presença de caminhões-pipa pelo bairro, como aconteceu na primeira semana de 2024 – o que não soluciona a causa do problema. Ainda conforme ele aponta, essa é uma situação que apresenta alguns riscos. “Os caminhões passam e os moradores precisam informar que estão sem água, e aí entregam uma mangueira para os moradores. Não tem uma pessoa para ir na caixa d’água e fazer isso, é quem quiser ir no próprio telhado colocar a mangueira e abastecer. Mas o detalhe é que aqui há várias pessoas de mais idade e que não têm condições de subir em telhados ou terraços, locais que não tem até mesmo uma estrutura de segurança para qualquer pessoa fazer isso”.
Como ele ressalta, nos casos em que as pessoas não têm experiência com esse tipo de procedimento ou mesmo possuem limitações para fazer o abastecimento, as chances de acontecerem acidentes ou dos efeitos da falta de água se agravarem são piores. “Aqui em casa, tivemos que comprar água algumas vezes, porque também chegou uma água barrenta aqui para o abastecimento”, conta. A Tribuna entrou em contato com Cesama e questionou sobre a situação do abastecimento no local, e aguarda retorno a companhia.
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