Preços na indústria extrativa caem 7,09% em novembro e são principal pressão para baixo no IPP | Brasil

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As indústrias extrativas tiveram impacto de -0,37 ponto percentual na taxa de -0,43% do IPP. Isso significa que, se os preços do segmento extrativo tivessem se mantido estáveis, a queda de preço teria sido de 0,06% e não de 0,43%.

A queda dos preços das indústrias extrativas em novembro ocorreu após quatro altas seguidas (5,07% em julho, 6,56% em agosto, 3,86% em setembro e 5,26% em outubro). Com a queda de 7,09% de novembro, o acumulado no ano recuou de 14,81%, em outubro, para 6,67%, em novembro.

O segmento de outros produtos químicos também exerceu pressão para baixo nos preços da indústria em novembro, com queda de 1,36% e impacto de -0,11 ponto percentual. A retração do preço ocorreu após três altas seguidas.

Por outro lado, a maior pressão para cima no IPP veio dos alimentos, com alta de 0,56% e 0,14 ponto percentual de influência. Foi o terceiro mês seguido de aumento nos preços de alimentos na indústria (0,40% em setembro e 1,98% em outubro). Ainda, assim, o resultado acumulado em 2023 é de recuo de 3,36%. Seis dos onze meses de 2023 já divulgados registraram deflação nos preços de produtos alimentícios na indústria.

Os preços na indústria de refino de petróleo e de biocombustíveis, por sua vez, avançaram 0,83% e responderam por 0,09 ponto percentual da taxa de -0,43% do IPP em novembro. Foi o quarto mês seguido de alta, mas, assim como no caso dos alimentos, o resultado acumulado no ano ainda é de deflação: -11,89%.

Como destaca o IBGE, é um quadro bem diferente de 2022, quando até novembro o segmento tinha alta de 17,48% no preço. Já o resultado acumulado em 12 meses se manteve no campo negativo, como ocorre desde março de 2023, e chegou a -16,71%.

No resultado acumulado no ano, o IPP tem queda de 4,89%. Nesta base de comparação, as maiores influências vêm dos segmentos de outros produtos químicos, refino de petróleo e biocombustíveis, alimentos e metalurgia.

As atividades de outros produtos químicos e de refino de petróleo exerceram impacto quase igual. A primeira teve queda de 16,32% nos preços, com influência de -1,43 ponto percentual no IPP. Logo em seguida veio o refino de petróleo e biocombustíveis, com recuo de 11,89% nos preços e impacto de -1,42 ponto percentual. Já os preços de alimentos caem 3,36% no ano, com influência de -0,81 ponto percentual, enquanto a metalurgia registra queda de 10,18%, com -0,63 ponto percentual de impacto.

 — Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras
— Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

FONTE: GLOBO.COM