Os comandos de Arezzo e Soma afirmaram hoje (5) que a questão da integração das culturas do negócio foi o grande foco de atenção das partes no acordo, e a estrutura montada pelas empresas, com suas verticais de negócio e manutenção de gestores como os CEOs de seus negócios, ajudará na manutenção das forças das marcas.
A consultoria que ajudará na análise das sinergias será a Bain & Company, e em 2024 será o ano de estruturação da empresa, e do início da captura desse valor, segundo Alexandre Birman, CRO da Arezzo
“Cultura foi uma preocupação enorme nossa. As unidades terão bastante autonomia e há divisão clara dessa autonomia do CEO de negócio e cada um com seu estilo e focado em gerar valor de cada unidade”, diz Roberto Jatahy, CEO do Soma. “O que não dá é ter pessoas que não conseguem conviver com valores e princípios diferentes. Num M&A como esse, conseguiu ficar claro nossos mesmos princípios”, diz Jatahy.
“Farm e Animale tinham culturas muito diferentes mas havia um único objetivo e valores; pensando nisso, raciocinamos a fusão”, disse ele.
Segundo Jatahy, Alexandre Birman vai ser o indutor de buscar essas sinergias, mas respeitando o que cada marca busca para si.
A empresa nova será batizada em quatro meses, disse o CEO da Arezzo, e terá a cultura dessas verticais blindadas e pode ter “plug and play” de outras verticais de negócios.
Em termos de sinergias, Alexandre Birman, CEO da Arezzo, citou questões mais gerais relacionadas da origem possível das economias. “Deve haver melhoria do capital de giro sobre receita líquida, porque você melhora a estocagem como um todo”, disse Birman. “As empresas terão independência total na gestão”, diz Birman.
Sobre a expectativa de ganhos futuros, os executivos afirmaram que vestuário feminino deve ter uma transformação mais de médio e longo prazos e Hering mais de curto prazo, por conta dos ganhos a serem gerados na área fabril da Hering.
Além disso, as companhias esclareceram que haverá incorporação de empresas e não de ações, por causa da questão fiscal. Afirmam que não faria sentido gerar esse impacto fiscal com uma incorporação dos papéis de Soma em Arezzo, diz o comando.
Sobre o acordo de “lock up” o prazo é de dez anos. Pelo acertado, em cinco anos libera 25%, e os 75 % restantes serão liberados entre o sexto e décimo ano.
“Esses prazos ocorrem porque uma sucessão criativa acontece ao longo do tempo, não é no curto prazo”, diz Jatahy.
O conselho será integrado por três membros para cada lado e um membro independente, e o chairman será um nome em comum.
A operação da Farm nos EUA vai ajudar a Arezzo, disse Birman. E sobre análise do Cade, o mercado todo de vestuário e calçados é de R$ 200 bilhões ao ano em vendas, e não deve ter problemas na aprovação.






