O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta sexta-feira (2) em São Paulo e dividirá palanque com o governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para anunciar investimentos no litoral paulista, na construção do túnel submerso entre Santos e Guarujá. Será o segundo encontro de Lula com Tarcísio nesta semana. O presidente irá também a São Bernardo do Campo, seu reduto político, e participará da refiliação da ex-prefeita Marta Suplicy ao PT, na capital paulista.
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Pela manhã, Lula e o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (PSB) irão a Santos para participar, junto com Tarcísio, da celebração dos 132 anos do Porto de Santos e para anunciar investimentos no túnel entre a cidade e Guarujá. A obra do túnel gerou um mal-estar entre as gestões Lula e Tarcísio.
O governo federal havia decidido que a obra, inscrita no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seria realizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) sem a participação financeira do governo de São Paulo. Tarcísio, no entanto, insistiu para que a gestão estadual participasse do financiamento da obra.
Nos bastidores, aliados do governador afirmaram que havia um acordo para que o Estado bancasse parte da obra com recursos próprios e reclamaram da decisão do governo Lula de tirar a gestão paulista da construção do túnel. O governador pretende usar a obra como uma das marcas da gestão na área de infraestrutura.
Tarcísio foi a Brasília na terça-feira, em reunião que não constava na agenda oficial do governador, e reuniu-se com Lula e com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos). No encontro, foi acertada a parceria entre as duas gestões. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio defendeu as parcerias com o governo federal, disse que as duas gestões vão dar um “grande exemplo de trabalho conjunto” e afirmou que é preciso respeitar a opção política de quem está no comando da Presidência.
A construção do túnel deve custar cerca de R$ 6 bilhões e obra será realizada por meio de uma Parceria Público Privada (PPP). Segundo Tarcísio, desse total, R$ 5,4 bilhões serão de contrapartida pública, divididos de forma igual entre as duas gestões (R$ 2,7 bilhões para cada governo). O restante será de uma contraprestação do governo paulista, de R$ 1,5 bilhão ao ano ao longo do período de concessão.




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