“A gente não vai ficar esperando. Estamos fazendo do nosso jeito”, declara o prefeito. “Precisamos de helicóptero de alta potência, que voe com chuva, com neblina, e que não voe apenas com sol e céu de brigadeiro”, acrescenta, em entrevista ao UOL.
Há uma sensação de impotência, são muitos dias sem o helicóptero, afirma Siqueira. “O sentimento é um aperto do coração, angústia, mas, por outro lado, de orgulho do nosso povo. O pessoal está se virando, está se arriscando para ajudar o próximo.”
O problema está no resgate em áreas de difícil acesso, sem estradas, devido aos deslizamentos. “Temos auxílio dos bombeiros, polícias, exército… O que não tem é helicóptero da Defesa Civil Nacional, com visores noturnos, com capacidade para voar em qualquer tempo. Aqui a gente não consegue receber auxílio que não seja dessa forma”, disse o prefeito.
Há ainda 400 pessoas que precisam ser retiradas de áreas de risco em Bento Gonçalves. Outras 400 já foram removidas desses locais. “Carregamos da nossa forma. Amarramos, retiramos de rapel, fazemos de tudo o que é preciso para salvar vidas”, afirma o prefeito.
Comandante do Exército rebate críticas. O comandante do Comando Militar do Sul, Hertz Pires do Nascimento, disse em coletiva de imprensa que as “condições de tempo impediram uma ação mais efetiva” em algumas áreas. “Não tínhamos condições de decolar. E, por questões de segurança, nós precisamos entender que uma crise não pode gerar outra”, disse o militar.







