“Se o Banco Central fizesse política monetária usando inflação corrente, seria como dirigir um carro olhando o retrovisor, você vai bater o carro” disse.
“Como o sistema de metas diz que a gente precisa fazer a meta convergir na frente, dentro de um horizonte relevante, entre 12 e 18 meses, é muito importante a gente entender esse trabalho de expectativa”, disse.
A diretoria do BC tem demonstrado preocupação com a desancoragem das expectativas, com projeções se deteriorando nas últimas semanas para a inflação de 2024, 2025 e 2026.
As estimativas para o IPCA de 2025 –que compreende o horizonte de atuação do BC, considerando a defasagem dos efeitos da política monetária– estão em 3,77%, segundo o mais recente boletim Focus do BC, de 3,64% um mês atrás.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3% para este e os próximos anos, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Perguntado sobre o risco de aumento de preços de combustíveis sob efeito da medida provisória do governo que limitou o uso de créditos tributários por empresas, Campos Neto afirmou que um reajuste da gasolina neste momento estaria fora do horizonte de atuação do BC.







