No fim de semana, o governo de Benjamin Netanyahu atacou bases do grupo em território libanês, argumentando que estava evitando uma ofensiva iminente por parte do Hezbollah em Israel. Por sua parte, a milícia declarou que disparou mais de 320 foguetes e drones em direção às bases militares israelenses. Mas o impacto foi mínimo, causando constrangimento entre grupos árabes e críticas por parte de analistas.
Na ONU e em governos de várias partes do mundo, o temor é de que uma nova frente possa ser aberta na crise no Oriente Médio, com um efeito desestabilizador no Líbano. Ainda que um confronto maior não seja de interesse nem de Israel e nem do Hezbollah, não se exclui que a crise fuja do controle.
Num comunicado, a Embaixada do Brasil no Líbano afirmou estar “atenta ao aumento das hostilidades em regiões do país e empenhada em prestar as orientações devidas à comunidade”.
A chancelaria apresentou uma série de recomendações aos brasileiro, incluindo:
- Não viajar ao país.
- A embaixada recomenda aos nacionais residentes ou de passagem pelo Líbano que se ausentem do país, por meios próprios, até o retorno à normalidade.
- Aos brasileiros que decidam manter estadia no Líbano, a recomendação é para não permanecer no sul do país, em zonas de fronteira ou em outras áreas de reconhecido risco.
- Adotar as indicações de segurança das autoridades locais, com atenção às áreas consideradas de risco.
- Reforçar medidas de precaução, especialmente no sul do Líbano, em zonas de fronteiras e em outras áreas de reconhecido risco.
- Não fazer parte de aglomerações e protestos.
- Verificar se seu passaporte possui ao menos seis meses de validade.
- Certificar-se de que possui documento de nacionalidade brasileiro (como certidão de nascimento) e/ou carteira de identidade válida brasileira ou libanesa.
A embaixada ainda sugere que os brasileiros no país mantenham todos seus dados de cadastramento atualizados junto ao Setor Consular, em Beirute.







