Josias: Marçal domina cena eleitoral em SP e leva campanhas ao descontrole

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Seus principais adversários se retiram do debate e dão uma desculpa esfarrapada oficial. Todos sabemos que eles não vão por conta do suposto descontrole do Marçal. Não há descontrole; há um controle absoluto. Marçal passou a controlar a cena eleitoral no município de São Paulo.

No principal palco da eleição municipal, temos um personagem que, de tão disruptivo, levou as outras campanhas ao descontrole. Evitá-lo não é a melhor saída. Assim como explora a presença dos seus adversários, estimulando-os a perder a calma, ele também explorará a ausência. Marçal vai para as redes sociais e apresentará os três como ‘fujões’. Josias de Souza, colunista do UOL

Para Josias, não se deve extinguir os debates, mas sim repensar o formato da discussão, dada a atuação de Marçal nos primeiros encontros com os demais candidatos.

Chegamos a um ponto em que é preciso questionar a validade dos debates. O debate já havia se tornado uma espécie de pantomima eleitoral engessada por uma conspiração dos marqueteiros, que chegaram a um conjunto de regras que o desvirtuaram. Submetiam aquilo a uma pasteurização que supostamente protegia os seus candidatos.

Esse cercadinho explodiu com a presença do Marçal. Ele foi alvo das perguntas dos antagonistas e se especializou em provocar seus adversários. A ideia central da campanha dele é a de provocar confusão para chamar a atenção para si.

Antigamente, dizia-se ser melhor ter um debate do que nenhum. Hoje, questionamos até essa máxima. Os primeiros debates se transformaram em um grande circo, no qual a discussão sobre ideias, programas e o que fazer com a cidade foi absolutamente vilipendiada. Virou um telecatch, um ultimate fighting. Josias de Souza, colunista do UOL



FONTE: GOOGLE NOTÍCIAS